IA e consolidação são caminhos contra a complexidade da SI, diz CISO da Gerdau

Durante o Security Leaders POA 2025, Vitor Sena destaca como a simplificação das estratégias de Cibersegurança pode resultar em mais eficiência e resiliência frente aos ataques cibernéticos. O executivo participou de apresentação em parceria com a Addvalue, Palo Alto e Sicredi

Compartilhar:

A crescente complexidade das arquiteturas de Cibersegurança tem desafiado a gestão das equipes de tecnologia e Segurança da Informação. Durante o Security Leaders Porto Alegre 2025, especialistas de grandes organizações compartilharam caminhos para simplificar esse cenário e alcançar mais proteção com menos fricção operacional. 

 

Vitor Sena, CISO Global da Gerdau, abriu o debate com um alerta: o nível de complexidade atual está próximo da inviabilidade. “Hoje essa fragmentação de Segurança está se tornando quase que inviável, dado o tanto de soluções, ferramentas, processos que uma área precisa orquestrar”, afirmou.  

 

Para Sena, enfrentar esse cenário exige um movimento estratégico em duas frentes: o uso da Inteligência Artificial e a consolidação de plataformas. Ambas, segundo o executivo, ajudam a reduzir o volume de ferramentas e processos fragmentados, tornando a gestão mais coordenada e eficaz. “Investir em planejamento foi fundamental para orquestrar de forma adequada as soluções. É a hora de os CISOs se debruçarem sobre esse desafio”, reforçou. 

 

A necessidade de plataformas integradas também foi defendida por Pedro Martins dos Santos, responsável por operações de segurança no Sicredi. Ele compartilhou a experiência da instituição com SASE, SD-WAN e CASB, iniciada ainda em 2017, antes mesmo da pandemia. “Quando simplificamos essas soluções numa plataforma única, ganhamos em visibilidade, controle e velocidade de resposta”, relatou. 

 

Na perspectiva da integração tecnológica, Thiago Marques, consultor líder da AddValue, reforçou que a proliferação de ferramentas, além de tornar o ambiente mais complexo, também dificulta compliance, gestão de riscos e contratos. “Quando entendemos os desafios e o planejamento do cliente, buscamos sempre encaixar em um modelo conciso com uma plataforma. Isso nos permite entregar mais valor”, destacou. 

 

Rodrigo Ritto, da Palo Alto, apontou que a consolidação não é apenas um discurso recente. “Desde o início, nossas soluções sempre trouxeram Inteligência Artificial como base. O grande valor da IA está exatamente no dado, e uma arquitetura integrada é essencial para extrair esse valor.” 

 

O consenso entre os participantes é claro: simplificar não significa abrir mão da Segurança, mas sim organizá-la de maneira mais inteligente e coordenada. Para isso, planejamento, consolidação de ferramentas e uma visão estratégica integrada são os pilares fundamentais para lidar com um cenário de ameaças em constante evolução. 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

Braskem reduz superfície de ataque com automação e gestão contínua de riscos

Em estudo de caso detalha a evolução na gestão de riscos na companhia e mostra como tecnologia e atuação de...
Security Report | Destaques

Cibersegurança ganha peso na expansão da IA no Brasil

Relatório da AWS mostra que 50% das empresas brasileiras já utilizam IA, enquanto Segurança, proteção de dados e governança aparecem...
Security Report | Destaques

Itaú Unibanco elimina complexidade com gestão inteligente de risco cibernético

Instituição financeira aposta em projetos de gestão de vulnerabilidades em larga escala, garantindo continuidade da operação enquanto implementava uma nova...
Security Report | Destaques

Como o Grupo São Luiz blindou acessos, dados e IA de ponta a ponta

Case apresentado no Security Leaders Recife mostra como uma arquitetura baseada em ZTNA, DLP e CASB passou a acompanhar a...