Governo brasileiro investe pouco em segurança cibernética

Segundo relatório sobre Política Nacional de Defesa Cibernética - aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional - o Executivo destinou R$ 19 milhões para 2020, quando o recomendado é R$ 60 milhões.

Compartilhar:

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou o relatório sobre a Política Nacional de Defesa Cibernética, a política pública escolhida pela comissão para avaliação em 2019. Entre as recomendações do relator,  senador Esperidião Amin (PP-SC), estão o aumento do orçamento para o sistema cibernético, a elaboração de lei específica que regule o setor militar e civil e a criação de subcomissão conjunta da CRE com a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) para acompanhar o desenvolvimento do setor.

 

Segundo relatório, o Brasil precisa investir mais em segurança cibernética. De 2012 a 2018 o setor nuclear teve orçamento de quase R$ 7 bi, enquanto a defesa cibernética, R$ 125 milhões. Para 2020, o Executivo destinou R$ 19 milhões e o Relatório sugere R$ 60 milhões. Outra recomendação para cumprir os objetivos já fixados que de 2021 a 2023, o valor seja de R$ 120 milhões.

 

Segundo Espiridião Amim, no plano plurianual de 2021 a 2023 não há planos de investimento em segurança cibernética e alertou sobre a importância do setor para proteger outras áreas: “o orçamento planejado pelo Executivo não contempla a segurança cibernética. Além desse, digamos desprestígio, é evidente que o setor nuclear depende do cibernético. Um ataque cibernético pode invalidar todo o arsenal se não houver proteção cibernética para o seu manejo. O mesmo vale para o setor elétrico, energético, comunicações, abastecimento de água e logística. Por isso alguns países já adotaram a cibernética como quarta arma”.

 

O relatório também recomenda a criação de uma subcomissão conjunta com integrantes das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional; Ciência, Tecnologia e Inovação, Comunicação e Informática  para acompanhar o desenvolvimento do sistema cibernético Nacional.

 

O Senador Amim ainda sugeriu que o Executivo envie ao Congresso um Projeto de Lei para regular o setor do ponto de vista militar e civil, hoje regulamentado por normas e portarias e não por lei específica.

 

O relatório será encaminhado ao Presidente e Vice-Presidente da República, aos Ministros da Defesa do Gabinete de Segurança Institucional, aos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica e de Defesa Cibernética, bem como a todos os especialistas que participaram das audiências públicas e contribuíram com a elaboração do documento.

 

Da Agência Senado

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

CISOs debatem papel das fraudes e dos riscos ao ecossistema no cibercrime nacional

Os líderes de Segurança Cibernética que participaram do Painel de Debates sobre o tema no Security Leaders Porto Alegre alertaram...
Security Report | Destaques

Segurança é peça essencial para os M&As da Senior Sistemas

Em um contexto de alta complexidade dos ambientes digitais, contar com estruturas eficientes e uma Cyber vigilante é fundamental. Por...
Security Report | Destaques

Aprenda com quem faz: Security Leaders lança Store com foco na liderança prática do CISO

Nova plataforma reúne e-books, cursos online e mentorias individuais conduzidos por líderes que vivem os desafios reais da Cibersegurança nas...
Security Report | Destaques

Segurança empoderada e by design é essencial na gestão de risco da IA, apontam agências de Cyber

Gestoras de Segurança Cibernética dos países membros da Five Eyes Alliance emitiram uma nota conjunta para alertar sobre os riscos...