GDPR pode afetar empresas brasileiras

Regulação institui o conceito de ‘pessoa física identificável’, aquela que pode ser identificada por informações como cookies, endereço de IP ou dados de geolocalização de seu smartphone

Compartilhar:

A partir de 25 de maio deste ano, a União Europeia começa a aplicar a Regulação Geral de Proteção de Dados (“General Data Protection Regulation”, ou GDPR), conjunto de normas que tratam da proteção e do processamento de dados dos cidadãos do bloco. Apesar de ser uma norma europeia, a GDPR pode afetar empresas localizadas no Brasil e outros países. A modernização não objetiva apenas proteger os dados pessoais dos cidadãos, mas também garantir segurança jurídica, removendo barreiras e destravando oportunidades.

 

Com o objetivo de explicar os principais pontos da nova regulação e as punições que ela poderá acarretar, a IgnitionOne compilou o “Digital Marketer’s Guide to the GDPR”, guia que explica, em linguagem clara e detalhada, os principais itens da norma e os cuidados que as empresas afetadas deverão ter. O documento, em inglês, está disponível para download gratuito neste link.

 

A GDPR terá abrangência global, ou seja, é aplicável a empresas ou instituições de qualquer região do mundo que processem, monitorem ou recebam dados pessoais de indivíduos localizados em qualquer dos 28 países da União Europeia. Ela substitui uma legislação de 1995 e traz várias novas obrigações impostas aos data controllers.

 

“Uma das principais inovações da GDPR em relação à norma de 1995 é a mudança do conceito de ‘dado pessoal’. A nova regulação institui o conceito de ‘pessoa física identificável’, aquela que pode ser identificada por informações como cookies, endereço de IP ou dados de geolocalização de seu smartphone. São dados frequentemente coletados pelas Adtechs, e a maioria delas havia assumido que as leis da União Europeia não se aplicavam aos dados processados em seus modelos de negócios. Em suma, trata-se de uma grande mudança para o setor”, afirma Edmardo Galli, CEO LATAM da IgnitionOne.

 

Outra alteração importante trazida pela GDPR envolve as permissões concedidas pelos usuários. A nova regulação determina que o usuário deve expressar ativamente o consentimento para a coleta de seus dados. Ou seja, não será mais suficiente apenas marcar “eu concordo” ou “sim” em uma caixa de texto em que a empresa pede permissão para a monitoração e extração dessas informações.

 

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

OpenAI anuncia ataque “sem precedentes” movido por um de seus modelos de IA

Startup criadora do ChatGPT declarou que seu agente de IA foi testado em um sandbox controlado em uma terceira organização,...
Security Report | Overview

Avanço regulatório da IA amplia debate sobre governança e resiliência de dados no Brasil

A evolução das discussões normativas no Congresso reforça que a adoção ética e estratégica da Inteligência Artificial exige dados protegidos,...
Security Report | Overview

64% dos profissionais utilizam IA sem aval da alta gestão das PMEs

Relatório global da WatchGuard mostra que utilização de Shadow AIs e comportamentos cotidianos sem a devida governança ampliam pontos cegos...
Security Report | Overview

Recurso de IA no Instagram reacende debate sobre fraudes com imagens sintéticas 

Decisão da Meta expõe a sofisticação da inteligência artificial generativa e reforça o desafio de consumidores e empresas em identificar...