O crescimento da Inteligência Artificial (IA), tensões geopolíticas e um cenário de ameaças acelerado impulsionam as principais tendências de cibersegurança para 2026, segundo o Gartner. Para Alex Michaels, Diretor Analista da empresa, os líderes do setor enfrentam desafios inéditos.
“Os líderes de segurança cibernética estão navegando em território desconhecido este ano, à medida que essas forças convergem, testando os limites de suas equipes em um ambiente definido por mudanças constantes”, diz Michaels. “Isso exige novas abordagens para a gestão de riscos cibernéticos, resiliência e alocação de recursos”.
Confira as seis tendências que transformarão a governança e a proteção digital:
- Supervisão da IA Agêntica
A adoção rápida de IA agêntica e plataformas no-code cria superfícies de ataque e proliferação de agentes não gerenciados, Michaels alerta que a acessibilidade dessas ferramentas não exclui o controle: “Uma governança forte continua sendo essencial. Os líderes devem identificar agentes sancionados e não sancionados, aplicar controles robustos e desenvolver manuais de resposta a incidentes”.
- Resiliência ante a Volatilidade Regulatória
Com reguladores responsabilizando executivos por falhas de conformidade, a segurança cibernética tornou-se um risco crítico de negócio. O Gartner aconselha a formalização da colaboração entre equipes jurídicas, comerciais e de compras para estabelecer responsabilidades claras e reduzir lacunas de conformidade.
- Planos de Ação Pós-Quântica
Até 2030, a computação quântica poderá tornar a criptografia atual insegura. “A criptografia pós-quântica está remodelando estratégias, levando organizações a substituir métodos tradicionais e priorizar a agilidade criptográfica”, afirma Michaels. “Ao investir nessas capacidades agora, os ativos estarão protegidos quando as ameaças se tornarem realidade”.
- IAM adaptada a Agentes de IA
Agentes autônomos desafiam as estratégias tradicionais de Gestão de Identidade e Acesso (IAM). O Gartner recomenda investir onde os riscos são maiores e utilizar automação para garantir a governança de identidades não humanas, protegendo ativos críticos em ambientes centrados em IA.
- SOCs Habilitados por IA
A ascensão de centros de operações de segurança (SOCs) com IA melhora a triagem de alertas, mas exige requalificação das equipes. “Para concretizar o potencial da IA nas operações, os líderes devem priorizar pessoas e tecnologia”, diz Michaels. Implementar estruturas de interação humana nos processos será fundamental para manter a resiliência.
- Mudança na Conscientização (GenAI)
Treinamentos genéricos têm falhado contra os riscos da IA Generativa. Pesquisas indicam que 57% dos funcionários usam contas pessoais de GenAI para o trabalho. O Gartner sugere migrar para programas adaptativos que incluam tarefas específicas de IA e políticas claras para mitigar a perda de propriedade intelectual.