Gap de talentos em SI: WEF aconselha cooperação para reduzir déficit de profissionais

Segundo o Global Cybersecurity Outlook 2024, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, 20% das companhias não possuem equipes capacitadas no enfrentamento dos desafios da Cibersegurança, sendo 31% dessa taxa nas empresas de rendas menores. Para superar o desafio, especialista acredita na colaboração de entidades públicas e privadas, além de profissionais do setor 

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O Global Cybersecurity Outlook 2024, do Fórum Econômico Mundial, apontou o gap de talentos como um dos grandes desafios do setor no próximo ano, com 20% das empresas admitindo não terem times capacitados para cumprir os objetivos de Segurança. Essa descoberta mostra a necessidade cada vez maior de investimentos na formação de novos profissionais engajados com o plano de proteção da companhia, desde os estágios iniciais de preparação acadêmica.

 

De acordo com o relatório, o corte de organizações carentes de preparo é maior entre as empresas com receita menor: 31% delas apontaram a falta de pessoal e habilidades críticas em Cyber Security. Esta realidade se mostra preocupante aos líderes do WEF, que reforçam o risco extremo de mais ciberataques contra empresas demasiadamente enxutas nesse departamento. A sugestão do Fórum é aproximar clientes e fornecedores com vistas a aumentar os investimentos em formação de talentos.

 

Nesse sentido, o Vice-Presidente de Cibersegurança da Clear IT, Longinus Timochenco, defende que a indústria de SI amplie os trabalhos de capacitação dos próprios clientes, além de reforçar a capacidade tecnológica das soluções de defesa. A ideia é fomentar a geração de conhecimento e especialização dos times enquanto se pulveriza os aprendizados na comunidade nacional de Segurança, reduzindo gradativamente o Gap de talentos.

 

“Uma das grandes causas para essa deficiência de especialistas em Cyber Security é a falta de priorização desse tema nas organizações. Por isso, a mudança de chave vem da percepção da SI como parte estratégica de qualquer companhia. Aquelas que governam esse departamento são capazes de ditar as movimentações do mercado, e nosso objetivo é ajudar a elevar a cultura dos clientes e contribuir com a maturidade de todo o país”, explica Timochenco em entrevista à Security Report.

 

Uma das medidas tomadas pela Clear IT é investir na formação de profissionais dentro das operações dos clientes. A proposta é usar as instalações da corporação para prepará-los e cerificá-los, com base em programas educacionais em cooperação com organizações de ensino. Segundo o VP de Cibersegurança, esses projetos devem sair do papel ainda em 2024.

 

De acordo com o Diretor de Operações, Ricardo Dias, o cenário de falta de mão de obra qualificada pode ser percebido em regiões mais distantes dos centros tecnológicos, como a região Norte do Brasil. Nesses ambientes, os profissionais desenvolvem amplas capacidades de resiliência como forma de gerenciar um ambiente de riscos muito adverso. Logo, se tornam colaboradores de alto nível, mas cujo contexto segue desfavorável.

 

“Hoje, a falta de pessoas é a principal dor do mercado de Cibersegurança. Há uma falta de profissionais de forma geral em tecnologia, impedindo que instituições públicas e privadas formem times maduros e capazes de transformar internamente a cultura de Segurança da Informação. Muitas vezes, optar pela solução como serviço é mais vantajoso para reduzir essa necessidade de capacitação sem necessariamente prejudicar a SI”, explica Dias.

 

De acordo com o executivo, o papel da Clear IT é ajudar os clientes a definirem uma cultura de Segurança a partir de pessoas capacitadas e idôneas, com processos que organizem as operações. “Após essa etapa de desenvolvimento de habilidades, aí sim podemos habilitar tecnologias capazes de automatizar essas atividades. A Segurança Cibernética precisa começar com indivíduos capacitados para agir”, conclui o executivo.

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