“Está na hora de chamar a responsabilidade pra gente”

CSOs defendem que inovar na área de Segurança significa se envolver em projetos desde o início, e lutar para serem vistos como fontes de receita, e não mais de custo

Compartilhar:

“Está na hora de chamar a responsabilidade pra gente”. Foi com esse tom que Fernanda Vaqueiro, gerente de Segurança de Inteligência de Rede e MSS da Oi, iniciou o último talk show realizado no Security Leaders Rio de Janeiro. Ao lado de outros CSOs de instituições renomadas, a especialista defendeu que as áreas de Segurança precisam estar presentes desde o início do desenvolvimento de um novo produto e que o momento é propício para ajudarem na criação de receita para organizações.

 

“A grande transformação que vejo hoje é que temos a oportunidade de mudar a visão que temos de nós, de inibidores de negócios ou fonte de custos, para ajudarmos a criar receita”, disse. “Não temos que esperar a área de negócios chamar a gente. Ser o protagonista do negócio é que ajuda a inovação”, afirma. “O fato é: temos que sair da zona de conforto”, complementou Cesar Oliveira, Global IT Security Manager da Vale.

 

De fato, estar envolvido em projetos desde o estágio inicial de desenvolvimento contribui para oferecer um produto seguro na velocidade que o mercado exige. A TV Globo, por exemplo, vem trabalhando junto aos Devops por uma produção mais ágil e segura. “Rodamos o País com uma cartilha baseada em boas práticas de mercado. Isso nos deixa mais confortável. O desenvolvimento ágil é uma tendência que veio para ficar. É importante que tudo já seja criado de forma protegida”, explica Abilio Simeão, supervisor executivo de SI da TV Globo.

 

Para isso, algumas empresas investem pesado em programas de conscientização e treinamento. Leonardo Ovídio, gerente de SI LATAM da Brookfield Energia, disse que fizeram uma imersão em seus colaboradores considerando a maturidade e a linguagem de todos. Com esse tipo de programa, todos passam a ter mais consciência dos riscos os quais estão expostos. Porém, na opinião de William Bini, Leader of Information Security and Business Continuity da Dataprev, é preciso mudar a estratégia de conscientização. “Esse processo precisa estar inserido no do dia a dia deles. Temos que sair do modelo tradicional e evoluir para novos métodos de educação”, disse.

 

Julio Urdangarin, diretor de Operações na Iplan Rio, lembra ainda que a inovação é uma exigência do usuário, mesmo que este nem sempre esteja preocupado com a segurança. “O usuário é o centro de tudo e nós temos que ser transparentes. Isso não significa não perder o controle, mas como vamos gerenciar os riscos”, finaliza Fernanda Vaqueiro.

 

Destaques

Colunas & Blogs

Avatar photo
Rui Borges

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

Sem Cibersegurança, não há soberania: estudo reforça demanda por independência digital

Pesquisa formulada pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio defende a integração de dados, IA e segurança...
Security Report | Destaques

Secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul amplia maturidade de SI com arquitetura unificada

Com baixa centralização das políticas e um amplo gap de mão de obra para aplicar boas práticas de Segurança, o...
Security Report | Destaques

Principal preocupação dos CEOs no Brasil é a Cibersegurança, alerta pesquisa

Estudo da EY-Parthenon revela também que transações corporativas e inteligência artificial ganham protagonismo nas estratégias empresariais
Security Report | Destaques

25% das violações de segurança terão origem em identidades de agentes até 2028

Dado apresentado pelo Gartner durante Conferência de Segurança e Gestão de Risco vem em linha com a tendência de o...