Especialista de Cyber alerta sobre os riscos de golpes em redes sociais

Especialista da Tenable aponta que os riscos na navegação das redes sociais aumentaram ainda mais com a democrarização da Inteligência Artificial. Para se manterem protegidos, os usuários precisam preservar noções de cetiscismo para escapar de atividades suspeitas

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As redes sociais se tornaram um dos playgrounds mais atraentes para os cibercriminosos e os usuários precisam adotar uma mentalidade cética para reduzir o risco de roubo de identidade e fraude financeira. Um relatório recente da Federal Trade Commission revelou que US$ 8,8 bilhões foram perdidos em fraudes em 2022, este valor corresponde a 30% a mais do que no ano anterior.

À medida que as ferramentas de IA continuam a evoluir e estão cada vez mais democráticas, já estamos sentindo o impacto dessa tecnologia na mão de cibercriminosos, que utilizam de perfis falsos e outras táticas para invadir contas e até mesmo empresas. Por isso, mais do que nunca, os usuários precisam estar cientes de que os golpes estão mais sofisticados, e recorrentes, portanto qualquer pessoa pode ser uma vítima. 

Satnam Narang, engenheiro sênior de pesquisa da Tenable, elenca abaixo cinco principais recomendações para evitar ser vítima de golpes em mídias sociais: 

1. Seja cético em relação a tudo o que você vê nas redes sociais: À medida que as plataformas de mídias sociais crescem, mais criminosos a enxergam como uma oportunidade de golpe, portanto os usuários devem ser muito céticos em relação ao que veem nela. Os golpes são implacáveis, criativos e os sistemas de defesa dessas redes não conseguem ser 100% eficientes. 

2. Examine cuidadosamente os perfis: Na maioria das vezes, os golpistas provavelmente vão utilizar de contas falsa com pouco ou nenhum engajamento, postagens ou seguidores. Porém, em outros casos, os golpistas também podem invadir uma conta grande e nesses casos a dissonância entre as postagens deve ser verificada. Examinar cuidadosamente os perfis pode ajudá-lo a identificar a maioria dos golpes de antemão. 

3. Ser convidado a migrar para outra plataforma é duvidoso: Se alguém que você conheceu recentemente em uma rede social pede para você mudar para outra plataforma por algum motivo, reconheça que isso provavelmente o afastará de barreiras de segurança. Ao levar os usuários para mensagens de texto ou WhatsApp, os golpistas conseguem realizar seus golpes com menos medo de serem pegos. Em alguns casos, os criminosos em uma plataforma não são os mesmos da outra. Por exemplo, talvez os golpistas nas mídias sociais tenham poucas habilidades em inglês, enquanto suas contrapartes fora da plataforma são bem adeptas do idioma inglês. 

4. Links não solicitados para visitar um site externo. Não compartilhe informações confidenciais em um site desconhecido. Não se cadastre ou compre produtos antes de pesquisar o site original e sempre compare os links compartilhados na rede social com os do site oficial. Para golpes de criptomoeda, não conecte cegamente suas carteiras de criptomoeda a sites não confiáveis. 

5. Aproveitar a funcionalidade existente nas diferentes plataformas para denunciar esses canais: Se você suspeita que foi alvo de um golpista, use a funcionalidade de denúncia existente incorporada em cada plataforma para denunciar esses golpes, o que pode impedir que outros usuários sejam enganados no futuro. 


“É crucial lembrar que os golpes evoluíram junto com as plataformas de rede. Atualmente, os crimes em rede sociais são complexos e criativos, envolvendo múltiplas interações em diferentes canais, aproveitando a confiança inerente que os usuários depositam em suas interações online e alcance global. Portanto o ceticismo é uma das principais armas ao combate desse tipo de crime”, conclui Narang. 


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Rui Borges

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