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Dubbing aposta em tecnologia para combater invasões cibernéticas

Empresa investiu em sistema para gerenciar projeto de mais de R$ 1 milhão que incluiu troca de servidores, instalação de câmeras e biometria nos acessos e até um gerador para garantir fornecimento energético em caso de black out

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A deflagração da guerra Rússia versus Ucrânia provocou uma guerra cibernética sem precedentes na história, com ataques massivos de hackers russos e de países satélites a empresas de todo o mundo.

 

Os ataques em grande escala foram do tipo DDoS, conhecido como negação de serviço, em que os invasores assumem o controle de diversos tipos de equipamentos como câmeras de vigilância, sistemas de iluminação ou mesmo aparelhos operados por controle remoto, como aspiradores de pó e TVs. Com a conexão a esses sistemas, passam a enviar uma enxurrada de pedidos para associação ao computador da vítima, de modo que provoca uma sobrecarga em seu sistema, que acaba por entrar em colapso.

 

“Na época da invasão da Ucrânia houve diversos disparos em massa em todo o mundo e não ficamos imunes. Nesse período nosso firewall ficou extremamente sobrecarregado, chegando a ficar no limite operacional”, conta José Gustavo Souza, da Dubbing Company, empresa especializada em dublagem de produções cinematográficas de todo o mundo.

 

Alguns anos antes a empresa passou por uma reformulação completa em seus sistemas de segurança para que pudesse alcançar a certificação Trusted Partner Network  – TPN, específica para o setor de mídia e entretenimento, exigida por grandes serviços de streaming como Netflix, HBO, Amazon, entre outros. De acordo com Souza, a empresa realizou uma grande obra civil, coordenada pela empresa de segurança digital Every System, além de compra de equipamentos, com troca de servidores, instalação de câmeras e biometria em todos os acessos e até a instalação de um gerador a diesel para garantir a entrega de energia no caso de queda no fornecimento.

 

Trabalhando com a dublagem dos maiores títulos e grandes lançamentos mundiais de streaming, o rigor dos sistemas de segurança se explica no temor do vazamento de conteúdos inéditos no mercado nacional, o que prejudicaria as estreias e alimentaria a pirataria de filmes grandemente aguardados pelo público.

 

“Fizemos um investimento de mais de R$ 1 milhão e contratamos a empresa certa para gerir o projeto, com vistas a nos adequarmos aos requisitos da certificação, e assim garantimos a continuidade de nossos serviços a esse mercado global e altamente exigente no quesito segurança”, explica o executivo.

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