Dinheiro esquecido: especialista faz alerta aos cidadãos para não caírem em golpes

Nova plataforma do Banco Central, chamada Sistema Valores a Receber (SVR), que permite aos usuários consultar possíveis “valores esquecidos” em contas antigas de bancos e instituições financeiras. Porém, iniciativa acabou virando alvo de constantes golpes na internet

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Um novo benefício ao cidadão já chama atenção dos cibercriminosos: trata-se do serviço inédito do Banco Central, liberado no último domingo (13), que permite aos cidadãos consultar os bancos de dados do sistema financeiro para localizar um possível dinheiro “esquecido” em contas bancárias. A plataforma para acesso a esses valores pendentes entrou no ar nessa segunda-feira (14) e já se escuta falar em golpes digitais.

 

Fernando Amatte, especialista em cibersegurança da Cipher alerta para o aumento de golpes do tipo “phishing”, um tipo de fraude eletrônica onde o criminoso virtual lança uma “isca” na tentativa de roubar dados pessoais, como nome do usuário, senhas, números de cartões de crédito e contas bancárias.

 

“Com a liberação desse recurso e de outros que envolvem dinheiro, a situação é propicia para que golpistas virtuais analisem o comportamento das vítimas e utilizam recursos de tecnologia e psicologia para se apropriarem dos dados ou do dinheiro dos indivíduos”, comenta Amatte.

 

O especialista oferece algumas dicas para os usuários se protegerem desta situação de risco ou navegar na internet:

 

• Atenção às páginas de phishing (falsas) – digite o endereço com atenção e confira se o prefixo é https (verificado para contas seguras);

 

• Não clicar em links suspeitos enviados por SMS, e-mails ou WhtasApp – o único site para solicitação de valores é o https://valoresareceber.bcb.gov.br;

 

• Não entregue dados pessoais além do CPF e data de nascimento, solicitados pela página oficial do BC;

 

• Não pague para ter acesso a esses valores pendentes – desconfie de cobranças em dinheiro ou outros meios de pagamentos;

 

• Não confie promessas de saque instantâneo – é possível usar o PIX, mas fique atento às regras. Na dúvida, procure a gerência da instituição financeira;

 

• Cuidado com contatos de pessoas que se passam por representantes do Banco Central – o órgão federal não entra em contato com o cidadão para tratar de valores.

 

 

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Rui Borges

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