Descoberta: Falha no ChatGPT expõe informações pessoais de usuários

Compartilhar:

A ESET analisa a falha que permitiu aos usuários ver perguntas do histórico de pesquisa de outras pessoas  no ChatGPT e expôs informações pessoais de assinantes do plano pago do serviço, que inclui  nome completo, endereço de e-mail associado ao pagamento, os últimos quatro dígitos e a data de validade do cartão de crédito cadastrado.…

A ESET analisa a falha que permitiu aos usuários ver perguntas do histórico de pesquisa de outras pessoas  no ChatGPT e expôs informações pessoais de assinantes do plano pago do serviço, que inclui  nome completo, endereço de e-mail associado ao pagamento, os últimos quatro dígitos e a data de validade do cartão de crédito cadastrado.

Nas últimas semanas, usuários do Twitter e Reddit começaram a relatar que em seu histórico apareciam consultas feitas por outros usuários. Em alguns casos, em outros idiomas. Como confirmado pela OpenAI em um comunicado, tudo isso fez com que o serviço ChatGPT fosse suspenso por um tempo até que o bug fosse corrigido e, em seguida, o serviço fosse restaurado.

Usuário consulta o OpenAI para saber se ele foi hackeado ao ver idiomas estrangeiros em seu histórico de bate-papo.

Além do histórico, algumas pessoas também relataram que a página de pagamento do ChatGPT Plus mostrava o endereço de e-mail de outros usuários:

Usuário avisa que a página de pagamento do ChatGPT Plus, alegou ter enviado um SMS de verificação para um número desconhecido e que ao enviar um e-mail o endereço cadastrado também era diferente do seu.

Gal Nagli afirma que relatou à equipe de OpenAI sobre uma vulnerabilidade crítica de aquisição de conta (agora corrigida) que afetou o ChatGPT e permitiu que eles assumissem uma conta, visualizassem seu histórico de bate-papo e acessassem informações de faturamento. 

A equipe de pesquisa da ESET alertou recentemente sobre diferentes golpes e fraudes que circularam aproveitando o sucesso da plataforma. Entre os exemplos estava uma extensão falsa para o Google Chrome chamada “Acesso rápido ao Chat GPT”, que os cibercriminosos usavam para roubar contas do Facebook, que por sua vez eram usadas para criar bots e exibir malvertising. No entanto, esta não foi a única extensão maliciosa a tirar proveito do nome da nova tecnologia, já que pesquisadores revelaram uma nova variante da mesma extensão maliciosa que rouba contas da rede social. Neste caso, é uma versão trojanizada de uma extensão legítima chamada “ChatGPT para o Google”.

“Como podemos ver, o ChatGPT é atraente para atores mal-intencionados, seja para usar a ferramenta para fins maliciosos, bem como para se passar por eles e enganar pessoas desavisadas. Essa tendência provavelmente continuará e continuaremos a ver casos em que são feitas tentativas de explorar vulnerabilidades ou realizar fraudes em seu nome”, afirma Camilo Gutiérrez Amaya, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET.

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

Campanha falsa vaga na L’Oréal mira comprometimento de e-mails dos candidatos

Campanha de phishing identificada pela ESET usa identidade visual de grandes marcas para enganar profissionais em busca de emprego
Security Report | Overview

Gartner aponta quatro ameaças críticas que exigem atenção dos CISOs

Deepfakes, comprometimento de aplicações de IA, injeção de prompts e ataques à cadeia de suprimentos são os principais riscos que...
Security Report | Overview

Brasil está entre os países afetados por onda global de roubo de credenciais e falhas críticas

Levantamento de consultoria aponta ataques à cadeia de suprimentos, falhas no kernel Linux, Ghost CMS e firewalls Palo Alto entre...
Security Report | Overview

Exploração ativa de vulnerabilidade crítica permite contorno de autenticação em VPNs

Investigação da Check Point Research sobre falha severa em soluções de acesso remoto revela uma segunda vulnerabilidade de segurança