Dados financeiros ou informações pessoais: o que é mais valioso?

Muitas pessoas acreditam que os cibercriminosos se contentam apenas em roubar os dados financeiros da vítima. Será? Hackers perceberam um ponto fraco ao roubarem dados de cartões de crédito e de contas bancárias

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Em pesquisa recente realizada pela Trend Micro foi descoberto que mais de 90% dos respondentes estão familiarizados com termos como malware, vírus e spam. Ao mesmo tempo, as ameaças cibernéticas continuam a crescer. Quase dois terços (65%) tiveram seu computador infectado com malware.

 

Com a crescente disseminação de golpes como esses, muitas pessoas acreditam que os cibercriminosos se contentam apenas em roubar os dados financeiros da vítima. No entanto, os hackers perceberam um ponto fraco ao roubarem dados de cartões de crédito e de contas bancárias: estas informações têm vida útil curta. Assim que a vítima percebe que há algo de errado, ela faz uma ligação para o banco e qualquer nova tentativa de extrair dinheiro será bloqueada.

 

Menor vida útil

 

Por isso é mais provável que hackers roubem os dados pessoais – como e-mail, CPF ou número da carteirinha do convênio – do que os dados financeiros do indivíduo.

 

O tempo utilizado pelo hacker para extrair várias informações pessoais, como data de nascimento e número do CPF, poderá gerar uma boa “identidade digital” do novo alvo. Essa identidade pode ser muito mais valiosa na darkweb, pois as informações não são facilmente substituíveis.

 

Ao combinar várias pequenas informações pessoais compradas nos mercados clandestinos do crime cibernético, os fraudadores podem solicitar cartões de crédito e empréstimos no nome da vítima, submeter declarações de imposto de renda falsas para obter uma restituição ou até mesmo fazer um convênio médico falsificado. Segundo a Trend Micro, existe um mercado negro do cibercrime profissional que é altamente avançado e vende dados roubados para os fraudadores para que possam usá-las e cometer crimes de fraude de identidade.

 

Dados perdidos para sempre

 

Na mesma pesquisa aplicada pela Trend Micro, 36% disseram ter sofrido prejuízos ou perdas de arquivos pessoais como resultado de um ataque cibernético.

 

24% dos respondentes disseram ter perdido fotos valiosas como resultado de um ataque, 20% perdeu documentos de trabalho e 18% perderam vídeos. Caso a vítima não tenha feito backup, estes arquivos vão embora para sempre.

 

 

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Rui Borges

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