CrowdStrike adquire Onum e CISOs projetam impacto na segurança baseada em dados

Na visão dos CISOs do Grupo Security Leaders, esse movimento é interessante e o grande destaque são os ganhos em eficiência. Mas eles também alertam para os riscos de dependência tecnológica e desafios em ambientes multicloud

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A CrowdStrike anunciou nesta quarta-feira (27) a aquisição da Onum, uma startup especializada em gerenciamento de pipeline e filtragem de dados, com o objetivo de ampliar os recursos de sua plataforma Falcon e fortalecer a estratégia de SIEM de próxima geração. Os valores da negociação não foram revelados, mas a empresa destacou que a integração deve potencializar o uso de dados de alta qualidade em escala, habilitando operações de segurança autônomas baseadas em Inteligência Artificial.

 

Entre os CISOs do Grupo Security Leaders, a aquisição foi vista como um movimento interessante no mercado de Cibersegurança, pois a robustez da marca CrowdStrike somada às capacidades da Onum tende a acelerar a evolução da segurança baseada em dados e IA. Isso significa uma disputa instigante no universo da Cyber Security diante de um contexto em que dados são valiosos e a Inteligência Artificial passa ser cada vez mais estratégica.

 

Por outro lado, alguns CISOs apontaram cautela, especialmente sob o ponto de vista de impactos em ambientes Multicloud. Na visão dos líderes do Grupo Security Leaders, as empresas que usam Onum com outros vendors podem enfrentar complicações futuras e uma certa dependência da CrowdStrike. Houve ainda quem lembrasse que aquisições desse porte nem sempre resultam em melhorias práticas, sobretudo no que diz respeito a custos e preços mais acessíveis.

 

Do ponto de vista estratégico, a operação reflete uma tendência de consolidação no setor, em que grandes players buscam ampliar suas plataformas para se posicionar como sistemas operacionais completos de cibersegurança. Segundo George Kurtz, CEO e fundador da CrowdStrike, a integração da Onum permitirá transmitir dados filtrados diretamente ao Falcon Next-Gen SIEM, reforçando o conceito de SOC moderno habilitado por IA.

 

Para ele, esse movimento tende a desbloquear novos recursos, melhorando eficiência da ferramenta e gestão de custos, além de melhorar a velocidade de agentes que as plataformas legadas não conseguem acompanhar. A empresa aposta em transformar o Falcon em uma camada central de observabilidade e resposta, ampliando seu alcance para além da cibersegurança e consolidando-se como um hub de dados críticos para os clientes.

 

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