Criminosos utilizam falsas imagens de documentos em tentativas de fraude digital

Bases de faces humanas e documentos negativados por fraudes ajudam a derrubar de 6 para 2,5 minutos o tempo de registro via smartphone

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Em cada três mil tentativas de fraude com documentos e fotos digitais, cerca de 28 são praticadas utilizando-se imagens falsificadas já apresentadas em pelo menos uma tentativa anterior. Há casos extremos, no entanto, em que as mesmas imagens são reapresentadas em até 20 tentativas em um período de apenas três meses. A constatação destes dados é da Flexdoc. A empresa realiza a aquisição e processamento de imagens para bancos, redes de varejo, escritórios de advocacia, governo e organizações de serviços.

 

Com um movimento diário de 300 mil pacotes digitais sendo processados em sua estrutura, a Flexdoc registra, mensalmente, em torno de 84 mil imagens já previamente negativadas pelos mecanismos de checagem. Este total inclui imagens repetidas de documentos como CNH e RG não fidedignos, além de ‘selfies’ reincidentes que já haviam sido contestadas pelos algoritmos biométricos.

 

O atual banco de imagens gráficas e faces humanas negativadas da Flexdoc superou os 60 milhões de registros quando se consideram também as imagens falsas não reincidentes.

 

De acordo com o analista de dados Luiz André Lima Lemos, sócio-diretor da Flexdoc, embora a maioria das imagens seja apresentada em apenas um intento, a constituição da base negativada ajuda a aumentar a velocidade de detecção de fraudes na operação. “Este checagem preliminar permite otimizar a segurança, reduzir o atrito operacional e melhorar a experiência do usuário”, comenta Lemos.

 

Tempo de registro em queda

 

Por volta de 2017, o tempo demandado por um registro digital (como abertura de conta corrente ou o cadastramento de um trabalhador remoto) estava em torno e 6 minutos. “Este prazo médio caiu para 3,5 minutos em meados do ano passado e, hoje, está em torno de 2,5 minutos”, informa o executivo.

 

Para autenticar acessos de usuários e validar seus documentos e informações, a rede da Flexdoc emprega um processo de visão computacional combinado com o cruzamento da tipificação gráfica documental, seguindo os padrões dos órgãos emissores. Simultaneamente a estes fatores, a rede confere os algoritmos biométricos das selfies, das fotos constantes nos documentos e as assinaturas de clientes.

 

Também é verificado o comportamento digital e financeiro dos indivíduos junto a bases de dados públicas ou pertencentes á própria Flexdoc e seus clientes. Entre julho de 2021 e julho deste ano, a Flexdoc conferiu 46,91 milhões de imagens em processos transacionais. No período, negou a validação de 25,08 milhões, sendo 9,12 milhões destas negativas marcadas como “tentativa de fraude”, e as restantes apenas direcionadas para uma verificação manual devido a inconsistências.

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