Criar senha segura evita vazamentos de dados

Especialista em cibersegurança da Arcon recomenda evitar informações pessoais e profissionais para compor a credencial de acesso, além de usar letras maiúsculas, minúsculas, números e caracteres especiais

Compartilhar:

Na última sexta-feira milhões de usuários do Twitter foram surpreendidos com o aviso de que suas contas poderiam ter sido sequestradas e que, por isso, a companhia pedia que trocassem suas senhas. O canal descarta ataque aos seus servidores e considera que o problema pode ter sido causado por recentes brechas de segurança, máquinas comprometidas que estariam roubando senhas para diferentes sites ou, ainda, uma combinação entre as duas.

Em maio desse ano, um hacker colocou à venda um suposto banco de dados com registros de 167 milhões de usuários do LinkedIn. A tentativa de venda não teve sucesso, mas administradores do site LeakedSource tiveram acesso ao banco e encontraram senhas ‘123456’, ‘linkedin’ e ‘password’ liderando o ranking das mais usadas.

Ao nos depararmos com senhas pessoais tão frágeis saímos da esfera do vazamento de dados e passamos a avaliar quão desatentos à segurança estão os usuários, sejam eles nas redes sociais, contas bancárias, compras online e contas de email.

Segundo Wander Menezes, especialista de cibersegurança da Arcon, para a criação de uma senha forte é preciso seguir algumas boas práticas:

• Senhas fortes têm sempre entre oito e 12 caracteres, com letras maiúsculas e minúsculas, com pelo menos um número e um caractere especial.

• A senha não deve ter o nome do usuário, nome real ou nome da empresa onde trabalha.

• Não deve ter nenhuma palavra completa.

• Com tantas senhas que temos, é importante criar uma que seja fácil de lembrar como, por exemplo, um hobby ou esporte predileto. No entanto, fazendo a aplicação das dicas anteriores. Por exemplo: “eu amo jogar basquete” pode ser “3U@moJo6arB@skt”

Menezes diz que também é recomendável trocar a senha a cada 45 dias e, se possível, usar autenticação de dois fatores. “No Twitter mesmo já existe essa possibilidade”. Esse tipo de autenticação é um recurso que cria uma camada adicional de segurança para o processo de login da conta, exigindo que o usuário forneça duas formas de autenticação. Normalmente, o primeiro fator é uma combinação de nome de usuário/senha e o segundo fator pode ser um token ou certificado, conhecido como algo que você possui, ou algo que só você sabe.

Por último, o especialista da Arcon faz um alerta para as empresas, onde a preocupação também deve ser ainda maior. “Não estabelecer políticas de senhas pode gerar vulnerabilidades nas organizações, legitimando a utilização de senhas fáceis que muitas vezes se tornam porta de entrada para ciberataques”.

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

TIVIT adota detecção de injeção biométrica para barrar deepfakes e fraudes ocultas em bancos

Tecnologia revela tentativas de ataques com IA que eram aprovadas como acessos legítimos pelos sistemas tradicionais de autenticação
Security Report | Overview

Ataques de ransomware no Brasil sobem pelo 3º mês e país se consolida no Top 6 mundial

Agosto registra pico global de 1.212 ciberataques corporativos nos últimos 12 meses, impulsionado pela expansão de ofensivas contra os setores...
Security Report | Overview

Falha no ChatGPT permitia que atacantes acessassem dados corporativos no Gmail

Pesquisadores da Check Point Research descobrem canal oculto no ambiente da OpenAI que permitia extrair dados de serviços conectados como...
Security Report | Overview

Phantom Deal: golpe de M&A falso teve como alvo Avast e outras empresas da Fortune 500

Engenharia social sofisticada simulou aquisição confidencial de mais de 600 mil euros utilizando personificação de executivos e NDAs falsificados no...