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Copa do Mundo: atenção às ameaças enquanto a bola estiver rolando

Hackers aproveitam o período para aplicar golpes direcionados e mover ações de hacktivismo; promoções falsas envolvendo o tema, ataques de negação de serviços com motivos políticos e acesso de usuários à links de streaming com scripts maliciosos são algumas das principais vulnerabilidades

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Com a chegada da Copa do Mundo, os hackers se aproveitam do período para aplicarem golpes direcionados às empresas e ações de hacktivismo. Por isso, enquanto a bola estiver rolando, especialistas de cibersegurança irão monitorar as ações dos hackers em todo o mundo a fim de proteger seus clientes das possíveis ameaças que possam surgir.

 

Mas como se preparar para esse jogo? Para garantir maior segurança nas organizações e diminuir os riscos cibernéticos, Carlos Borges, especialista do Arcon Labs, listou possíveis problemas e algumas recomendações para o período.

 

Cuidado com os golpes

 

O tema Copa do Mundo é utilizado como isca para os cibercriminosos e serve como apoio para ataques direcionados às empresas. “No calor das emoções, os usuários, entusiasmados com promoções e falsas promessas, podem ser alvos de e-mails falsos que levam a inserção de códigos maliciosos no ambiente corporativo”, diz Borges. Além disso, o especialista conta que os golpistas costumam realizar ataques nos horários dos jogos do país, aproveitando que neste momento a maioria das pessoas estarão assistindo aos jogos. Por isso, a recomendação é que as empresas alertem os funcionários dos riscos durante o evento e mantenham os controles de segurança atualizados e monitorados.

 

Perigos do Hacktivismo

 

Durante o campeonato esportivo, empresas e governos também estarão mais suscetíveis ao hacktivismo, resultado de protestos decorrentes do mundial e da situação política/econômica do país. “O grande controle por parte do governo em ações de ativismo presenciais pode levar grupos a protestarem pela internet”, explica Borges. Com o objetivo de amenizar os reflexos na rede, o ideal seria que as organizações se atentassem para a criação de um plano de prevenção e resposta aos golpes direcionados.

 

Atenção a adequação dos recursos

 

Como não só de jogos com a seleção brasileira vivem os fanáticos por futebol, os funcionários podem buscar acessos pela internet para acompanhar as partidas ao vivo. Por conta disso, é inevitável um aumento do consumo de recursos de rede, o que degrada o desempenho da infraestrutura. A utilização também gera uma distração ao ambiente, podendo resultar em baixa produtividade e falhas. “Por isso, o ideal é que as empresas definam uma política clara para os jogos e as implementem, utilizando controles de segurança”, explica Carlos. O especialista indica que as organizações que vão liberar os colaboradores para assistir ao campeonato no local de trabalho optem por aparelhos de televisão, o que evita a utilização de recursos de rede de TI e gera menos impactos.

 

Ameaças às Infraestruturas

 

Outro possível impacto é o dano às infraestruturas. “Ações de pessoas que aproveitam os protestos para cometer atos de vandalismo podem repercutir no funcionamento das infraestruturas que dão suporte aos serviços”, explica o especialista. Além dos prejuízos estruturais, as empresas estarão sujeitas à interrupção dos serviços, muitas vezes básicos, como o fornecimento de energia e telecom. Para isso, o ideal é proteger os perímetros da organização e estabelecer contato imediato com as autoridades, caso seja necessário.

 

Mobilidade

 

Protestos e comemorações ainda podem tumultuar o trânsito das cidades, além de causar dificuldades para locomoção. “Para as empresas que tiverem possibilidade, trabalhar remotamente pode ser uma boa saída”, orienta Borges. De acordo com ele, a definição de uma estratégia de trabalho remoto (VPN) e um plano de contingência para acesso dos funcionários às dependências das organizações poderá ser necessário e traz benefícios às empresas durante a Copa do Mundo. Outro ponto que ele reforça é a preocupação com ferramentas de controle para acesso às redes móveis e sistemas e a manutenção dos antivírus. “São cuidados básicos, mas devem fazer parte do check-list para reduzir os impactos nos negócios e trazer possíveis transtornos”, finaliza Borges.

 

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