Conceito Security by Design ganha corpo nas estratégias de Segurança

Durante o Security Leaders Sudeste, Antônio Carlos Pina, CTO da Quod, destaca a importância da transparência nos processos de proteção de dados e fala como os sistemas de avaliação de crédito da companhia já nasceram com a visão embarcada de SI

Compartilhar:

O uso de big data e machine learning chegou a mais um segmento de negócios: a análise de concessão de crédito. Entidade responsável pela gestão de crédito de cinco bancos no Brasil (Itaú, Bradesco, Santander, CEF e BB), a Quod usa tecnologias avançadas para fazer o cadastro positivo e auxiliar o setor bancário na análise de pedidos de crédito, de modo a reduzir os juros ao consumidor final.

 

Antônio Carlos Pina, CTO da Quod, participou do Security Leaders Sudeste em uma palestra inspiradora. O evento acontece nessa semana no formato online e reúne especialistas em segurança da informação e executivos de diversos segmentos.

 

Antônio Carlos comentou como a implantação do cadastro positivo mudou o sistema de avaliação de crédito. O chefe de tecnologia da empresa destacou também que os sistemas de avaliação já nasceram com a visão de segurança da informação embutida nos sistemas.

 

Um outro exemplo de análise é o Quod Autêntica, capaz de calcular um score que mostra a probabilidade das informações cadastrais serem verdadeiras. Com isso, é possível checar, por exemplo, se o solicitante de um novo cartão de crédito reside, de fato, no endereço onde ele deseja receber o cartão, minimizando os riscos de fraude. “É um serviço que protege tanto o consumidor, quanto os bancos e as empresas”, afirma Pina.

 

Para ele, é necessário combinar segurança da informação com gestão de dados. Ele acrescenta ainda que algumas características da Quod, como ser uma empresa B2B e não voltada ao consumidor, evitam o surgimento de fraudes no ecossistema.

 

“Capacitar a mão-de-obra e criar uma cultura de educação digital são dois caminhos para evitar fraudes e vazamentos online. Henry Ford dizia que contratava braços que traziam um cérebro de brinde, mas para o nosso negócio funcionar precisamos do inverso – investimos na contratação de profissionais qualificados e os treinamos muito aqui na empresa”, afirma ele.

 

No entanto, Pina também avalia os vazamentos pela outra ponta dessas ocorrências – o consumidor final: “Precisamos educar as pessoas para reconhecer um phishing, uma fraude rasteira e outros golpes digitais”. O executivo cita como exemplo o “pix agendado”: “As pessoas devem entender como funciona o básico da tecnologia que estão utilizando – os golpes são os mesmos do mundo offline, só muda a maneira de aplicar essas fraudes”, conclui.

Destaques

Colunas & Blogs

Avatar photo
Rui Borges

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

IA muda as regras do jogo e coloca governança no centro da inovação bancária

Durante a Febraban Tech, CIOs e CTOs do BTG, Bradesco, Caixa, Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander destacaram como...
Security Report | Destaques

Bancos destinam R$ 5 bilhões à Cibersegurança

Valor representa cerca de 10% do orçamento total de tecnologia do setor, estimado em R$ 50 bilhões para o ano...
Security Report | Destaques

“Agenda de SI no sistema financeiro não tem um ponto final”, diz BACEN

Na abertura da FEBRABAN TECH 2026, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que medidas de combate a fraudes, Cibersegurança...
Security Report | Destaques

“Desenvolvemos mais rápido, mas a Segurança ainda está lenta”

Com agentes de IA colocando capacidades de desenvolvimento nas mãos das áreas de negócio, CISOs discutem como equilibrar agilidade, riscos...