Computação Quântica no radar da SI: Quais as ações imediatas do setor?

Ao entrar no radar do Gartner como tendência para 2026, a computação quântica lança luz sobre a obsolescência da criptografia atual e reforça necessidade dos Líderes de Segurança em agir antes da adoção em escala

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A Computação Quântica está deixando o universo das previsões para o futuro tecnológico e, agora, pode se tornar, de fato, uma tendência importante para os Líderes de Segurança. É o que definiu o Gartner entre suas tendências para o setor em 2026, reforçando o discurso de especialistas do setor de que, apesar de ainda não ter se disseminado no mercado, ela já gera impactos efetivos na realidade das empresas, exigindo respostas imediatas.

 

De acordo com a consultoria, os avanços da computação quântica reduzirão a capacidade de proteção dos modelos criptográficos assimétricos até 2030. Com isso, estruturas essenciais para proteger dados e sistemas das organizações podem se tornar pouco efetivas em sua tarefa de proteger a movimentação de informações nos meios digitais. Essa realidade reforça a transformação do cenário de criptografia mesmo antes da pulverização dessa tecnologia.

 

De acordo com Oscar Isaka, Analista Diretor Sênior do Gartner, A maioria das empresas ainda não possui um completo entendimento do que essa mudança intensa nas capacidades de processamento computacional podem gerar de riscos à própria integridade de dados. Porém, esse cenário precisa alertar todas as companhias para suas próprias realidades no que tange à qualidade de suas criptografias internas.

 

“É interessante pensarmos que, anos atrás, os riscos pós-quânticos estavam entre as nossas previsões para os próximos anos, mas hoje estão consideradas como tendências de impacto. Essas tecnologias tendem a mudar de realidade muito depressa, e dados os riscos que o Quantum Computing pode gerar, ter 60% das companhias sem visibilidade completa dos próprios sistemas criptográficos é assustador”, disse ele, em entrevista à Security Report.

 

Diante dessa realidade, o executivo defende a disseminação cada vez maior do conceito de “agilidade criptográfica”, que envolve habilitar a empresa a aplicar novos padrões de mascaramento de informações, conforme se comprovarem eficientes, para garantir a integridade desses dados mesmo que, em um cenário de Harvest now, decrypt later, acabem sendo coletados ainda criptografados.

 

Conforme defende o Superintendente de SI do Serpro, Tiago Iahn, essa percepção é crucial para se defender de ataques com esse objetivo. “A questão sobre a Segurança no universo quantum é saber quando precisamos estar prontos para essa realidade. Portanto, precisamos nos manter atentos a esse desenvolvimento para sabermos o que é necessário fazer hoje”, comentou Iahn em seu Keynote de abertura do Security Leaders Brasília.

 

“A criptografia pós-quântica está remodelando estratégias de Segurança Cibernética, levando organizações a identificar, gerir e substituir os métodos tradicionais de encriptação, ao mesmo tempo que priorizam a agilidade criptográfica. Ao investir nestas capacidades e priorizar a migração agora, os ativos estarão protegidos quando as ameaças quânticas se tornarem realidade”, conclui Alex Michaels, Diretor Analista do Gartner.

 

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