Como tornar o e-commerce mais seguro?

De acordo com Hugo Costa, diretor geral da ACI no Brasil, aumento no uso de cartões de crédito e modelo de compra com boleto disseminado no Brasil evidencia a necessidade de investir em sistemas antifraude

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Comprar online já foi um tabu. Muitos consumidores se sentiam inseguros em colocar seus dados bancários em um website. Mas essa realidade mudou – a E-bit aponta que o e-commerce brasileiro movimentou R$ 41,3 bilhões em 2015, valor que representa crescimento nominal de 15,3% em comparação com o ano anterior.

 

Ao mesmo tempo, aumentam as fraudes no e-commerce. Nos últimos cinco anos, ao menos 49% dos brasileiros sofreram algum tipo de fraude com cartão de crédito, débito ou pré-pago, segundo pesquisa encomendada pela ACI Worldwide com mais de 6 mil consumidores de 20 países. Cabe às empresas deixar seus consumidores tranquilos com relação à segurança de seus sites. Mas como?

 

Sabemos que o modelo de compra com boleto é bastante disseminado no Brasil, especificamente. No entanto, vale observar que o uso do cartão de crédito para comprar na internet ganha cada vez mais espaço. De acordo com a allpago, 48% dos pagamentos online no País são realizados com cartões de crédito nacional, 21% com cartões de crédito internacionais e 24% via boleto bancário. E compras com cartões exigem mais cuidado.

 

De bate-pronto é evidente a necessidade de investir em sistemas antifraude. Existem diversas opções neste sentido, algumas analisam históricos de compra para tentar avaliar se houve fraude, outras focam exclusivamente no computador de acesso (pelo qual a compra foi realizada) e há, ainda, a possibilidade de rastrear o comportamento do consumidor dentro do e-commerce.

 

Para uma loja virtual que está começando, por exemplo, é melhor focar no modelo de cobrança ao invés da forma como o sistema antifraude opera. Vale investir em soluções de segurança que cobrem um valor determinado por cada transação realizada. Assim, não é necessário um alto investimento inicial e é possível avaliar se o volume de vendas justifica a aquisição de um sistema mais robusto.

 

Mas, além disso, é preciso ficar atento à alguns pontos fundamentais, tanto para diminuir a possibilidade de fraudes no seu e-commerce como para aumentar a percepção de segurança dos consumidores quando navegam e compram no seu ambiente:

 

1.         Nomes amigáveis – o nome da sua loja deve ser, preferencialmente, o mesmo que aparece na fatura do cliente. O uso dos chamados “nome fantasia” é comum no comércio, mas manter um padrão traz a sensação de mais credibilidade;

 

2.         Tíquete médio – observe sempre o comportamento da sua loja online. Se você estiver acostumado a receber pedidos no valor de 1x e, de repente, recebe um tíquete de 5x, pode ser uma fraude;

 

3.         Comportamento de compra – avalie e monitore o comportamento de seus usuários cadastrados. Muitas compras feitas no mesmo CPF ou com o mesmo endereço de entrega podem, potencialmente, ser fraudes;

 

4.         Aprenda com os erros – sofrer uma fraude é uma boa oportunidade para observar as brechas no seu sistema. Analise o que ocorreu e tente melhorar os pontos para que a situação não se repita.

 

* Hugo Costa é diretor geral da ACI no Brasil

 

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