Como ter o DevSecOps bem-sucedido

Em seu artigo, Otoniel Ribeiro, Gerente Sênior de TI da Agility, menciona algumas dicas para implantação de um novo modelo de negócios por meio de engenharia de software

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O DevSecOps é uma cultura e prática organizacional de engenharia de software que visa unificar o desenvolvimento de software (Dev), a segurança (Sec) e as operações (Ops), de modo que uma ideia de negócio seja de fato materializada em um produto ou serviço, promovendo a melhor experiência para o usuário consumidor.

 

A principal característica do DevSecOps é melhorar os resultados de negócio e o valor entregue de um software e isto somente se faz automatizando, monitorando e aplicando a segurança em todas as fases de seu ciclo de vida.

 

A prática do DevSecOps fornece melhorias evidentes ​​na qualidade e na segurança ao longo do ciclo de vida de uma aplicação tradicional. Algumas métricas importantes que podemos extrair que comprovam isto são:

 

• Tempo médio para produção: o tempo médio necessário desde a fase de concepção de um novo recurso de software até sua execução em produção.

•  Velocidade de implantação: com que rapidez uma nova versão do aplicativo pode ser implantada no ambiente de produção.

•  Frequência de implantação: com que frequência uma nova versão pode ser implantada no ambiente de produção.

• Taxa de falhas na produção: com que frequência temos falhas de software implantados em produção.

•  Tempo médio para recuperação: quanto tempo leva para que os aplicativos no estágio de produção se recuperem da falha.

 

Além disso, a prática ainda permite:

 

• Caracterização, monitoramento e mitigação de riscos totalmente automatizados ao longo do ciclo de vida do aplicativo.

• Número de atualizações e correções de software necessários para tratamento de vulnerabilidades de segurança e fraquezas de código.

 

No DevSecOps, testes e segurança são tratados de forma proativa, o que conceitualmente chamamos de “shift-left security”. Por meio de testes automatizados de código Estático (SAST), Dinâmico (DAST) e Integrado (IAST), adicionados aos testes de componentes como imagens de containers e os já tradicionais de qualidade de código, garante-se um importante diferenciador do processo, pois recursos funcionais e de segurança são testados e construídos simultaneamente.

 

Neste contexto, para o sucesso de uma execução de abordagem DevSecOps deve-se seguir alguns princípios-chave:

 

• Remover gargalos (incluindo humanos) e ações manuais.

• Automatizar o máximo possível das atividades de desenvolvimento e implantação.

• Adotar ferramentas comuns, desde o planejamento e requisitos até a implantação e operações.

• Aproveitar os princípios de software ágil e favorecer pequenas atualizações incrementais e frequentes em relação a versões maiores e mais esporádicas.

• Aplicar os conjuntos de habilidades multifuncionais de Desenvolvimento, Cibersegurança e Operações ao longo do ciclo de vida do software, adotando uma abordagem de monitoramento contínuo em paralelo, ao invés de esperar para aplicar cada conjunto de habilidades em sequência.

• Implantar infraestrutura imutável, com adoção massiva de contêineres para beneficiar uma arquitetura de software em microsserviços.

 

A adoção do DevSecOps em todas as fases em um ciclo de vida de software tem o objetivo de reduzir ao máximo o esforço necessário de correção, testando e corrigindo as falhas encontradas na ordem em que o código é produzido.

 

Esta abordagem gera economia de tempo, evitando o retrabalho de toda a cadeia do ciclo de desenvolvimento e produção, além de trazer maior tranquilidade ao negócio, com um software seguro e eficiente aos seus clientes.

 

*Por Otoniel Ribeiro, Gerente Sênior de TI da Agility

 

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