Em um cenário em que a informação é o ativo mais precioso, o Grupo Globo, maior conglomerado de mídia da América Latina, revelou como transformou sua abordagem de Cibersegurança para enfrentar os desafios da era digital. Nesse sentido, a companhia buscou modernizar sua estrutura com a parceria estratégica da Proofpoint para elevar a maturidade da proteção de dados e garantir a continuidade do negócio.
Para uma empresa que respira conteúdo, o desafio de Cibersegurança vai muito além do corporativo tradicional: trata-se de preservar a propriedade intelectual e a confiança do público. Antônio Sabadine, Coordenador de Defesa Cibernética da Globo, destacou que precisava proteger dados estratégicos de anunciantes, informações de brasileiros e, crucialmente, conteúdos sigilosos antes de sua veiculação.
“Imagine saber o último capítulo da novela antes de ele ser vinculado, ou vazar a última prova do líder do Big Brother Brasil. Isso mexe com o produto e com a audiência”, explicou o Coordenador, durante apresentação do Case de Sucesso no Proofpoint Protect Tour. Ele reforça que o vazamento de um roteiro ou de uma estratégia de exibição retira a relevância da marca e gera prejuízos financeiros diretos pela perda de interesse do espectador.
A virada de chave para a nova estratégia de defesa ocorreu sob uma pressão temporal do término do prazo de renovação de sua solução anterior. Nesse contexto, a equipe decidiu que não queria renovar o licenciamento para ficar “preso” a tecnologias que não entregavam a visibilidade e a granularidade necessárias.
Com um deadline de aproximadamente sete meses, a Globo iniciou um processo com a Proofpoint para implementar soluções de proteção de e-mail e prevenção à perda de dados. O objetivo era sair do modelo de ferramentas limitadas e ganhar autonomia com uma plataforma que oferecesse visibilidade ampla sobre o que os usuários estavam fazendo e como os dados circulavam.
A eficácia da nova estratégia foi comprovada durante a fase de Prova de Conceito (POC), realizada diretamente em ambiente de produção. Sabadine relembrou um caso real de investigação de vazamento de conteúdo que estava em curso. Com a tecnologia anterior, o time de resposta a incidentes levava entre três e cinco dias para rastrear a origem de um dado vazado.
“Havíamos acabado de plugar a plataforma e encontramos em 15 minutos qual era a conta, a pasta com problemas e os usuários envolvidos. Saímos de dias de investigação para 15 minutos”, revelou. Esse resultado foi o estopim necessário para obter o patrocínio imediato da diretoria para a expansão do projeto para todos os 19 mil colaboradores do grupo.
O apoio do board foi destacado como um divisor de águas, ao demonstrar a eficiência operacional e a proteção direta da receita, a área de Segurança deixou de ser vista como um centro de custo para se tornar um habilitador de negócios. Com o aval do diretor, a Globo realizou o deploy em larga escala em tempo recorde, instalando agentes em todas as máquinas corporativas sem impactos na produtividade.
Olhando para o futuro, Sabadine reforçou que a jornada de Segurança é contínua e exige parcerias verdadeiras para evoluir conforme as ameaças se transformam. A mensagem final deixada pelo coordenador destaca a importância de dar o primeiro passo e não hesitar em compartilhar as dores operacionais com parceiros que possam entregar soluções granulares.
“A plataforma pode não entregar 100% do que você precisa, mas tratar 90% do seu problema já é um avanço gigantesco. A consolidação desse ecossistema de defesa prova que, quando a tecnologia eficiente encontra um time dedicado e uma liderança engajada, a SI deixa de ser uma barreira para se tornar o alicerce do business”, conclui.