Ciberdefesa nacional: o que o Brasil pode aprender com Israel, Cingapura e Emirados Árabes

Durante o Security Leaders Brasília, executivo do Google defendeu que a construção de uma estratégia nacional de segurança cibernética exige centralização gradual, governança clara, uso estratégico de inteligência artificial e investimento contínuo em expertise

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A complexidade da segurança cibernética nacional e o papel emergente da IA foram temas de destaque no Security Leaders Brasília nesta quinta-feira (20). Em sua apresentação, Igors Garis Koni, Public Sector Cybersecurity Lead do Google Cloud Security, compartilhou experiências da empresa no apoio à ciberdefesa de países como Israel, Cingapura e Emirados Árabes, apontando caminhos possíveis para fortalecer a postura de SI do Brasil com base em tecnologia, automação e inteligência aplicada.

 

Koni defendeu uma abordagem holística para a proteção cibernética de nações, baseada em três pilares: tecnologia, capacitação e governança. “Aconselhamos os governos a pensarem sobre uma proteção 360º. Basicamente, há três componentes principais: implementação da tecnologia, desenvolvimento de expertise e o estabelecimento de uma governança adequada”, destacou.

 

Segundo o executivo, a centralização das decisões é um dos maiores desafios e nem sempre está relacionada à tecnologia. “Geralmente, esse é mais um problema político do que técnico. Por isso, é possível começar de forma estratégica e escalar conforme necessário. No Brasil, com suas 27 unidades federativas, é improvável que todos adotem uma função centralizada de imediato. Mas se um estado liderar esse movimento, é possível demonstrar a viabilidade do modelo”, disse.

 

Centralização & IA

 

Em seu panorama geopolítico, o executivo destaca uma proposta inspirada em iniciativas bem-sucedidas em países como Israel e Emirados Árabes, que adotaram uma centralização progressiva de suas estruturas de ciberdefesa. O modelo, segundo Koni, resultou em uma postura mais robusta e eficaz frente às ameaças.

 

Com base em sua experiência global, o Google afirma estar trabalhando em estruturas tecnológicas que integram Inteligência Artificial, automação e engenharia de defesa para apoiar governos em sua proteção digital. “Estamos considerando a construção de uma infraestrutura robusta que consolide inteligência, IA e a engenharia do Google para fornecer às organizações e aos governos uma defesa holística e eficaz.”

 

Para ele, a IA tem papel fundamental no futuro da cibersegurança, reforçando que o equilíbrio entre tecnologia e capacidades humanas será essencial. “Não creio que a IA substituirá os humanos na Cibersegurança, o valor real estará na combinação entre a expertise humana e a IA, especialmente frente à escassez de talentos no setor”, conclui.

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