Cibercrime usa código em JavaScript para realizar ataques, revela boletim de ameaças

“SocGholish” tem mirado empresas de todo o mundo, e desenvolve atualizações fraudulentas de navegadores

Compartilhar:

A ISH Tecnologia emite boletins informativos de Threat Intelligence constantemente com o objetivo de informar sobre os principais perigos existentes no mundo digital e da internet. Dessa vez, a empresa chama a atenção para um tipo de ataque cujo objetivo é roubar informações confidenciais de organizações ao redor do mundo.

 

O ataque em questão é conhecido como SocGholish, o qual combina o termo “Engenharia Social” e “Ghoulish” (para o português, algo ruim) e utiliza arquivos contendo códigos maliciosos em JavaScript para não ser notado ao infectar os sistemas das instituições. Esta técnica é considerada avançada, tendo em vista que se infiltra nos sistemas e possibilita que cibercriminosos exfiltrem dados sigilosos.

 

Com o objetivo de expandir sua rede de ataque e mapear novos alvos, os cibercriminosos utilizam também web beacons, técnica usada em páginas da web e e-mail para permitir verificar discretamente se um usuário acessou algum conteúdo, ocultos em assinaturas de mensagens eletrônicas e recursos compartilhados na rede. Além disso, destaca-se a capacidade de desenvolvimento de atualizações fraudulentas de navegadores, que contém downloads de arquivos mal-intencionados.

 

Em abril de 2024, a equipe da eSentire detectou que os elementos que constituem as peças-chave para a estratégia de infiltração do SocGholish estão associados ao JavaScript camuflado. Esse código malicioso inicia sua execução, acompanhado por ferramentas de automação. Assim, o script carrega um código mal-intencionado de URL e o grupo cessa sua execução para se esquivar dos sistemas de detecção automática.

 

A execução desse código script é a responsável por quase todo o processo de execução da operação elaborada pelo agente malicioso. Após o acesso aos servidores e navegadores das empresas, os atores maliciosos começam a acessar e extrair credenciais e informações sensíveis. Prosseguindo com a exfiltração, um comando subsequente é acionado para efetuar a cópia dos arquivos que armazenam as credenciais e os dados captados.

 

Diante da crescente das ameaças digitais, a ISH Tecnologia elenca medidas para evitar invasões cibercriminosas como essa: habilitar a configuração de segurança mais alta de seu navegador; manter backups regulares; aplicar softwares antivírus e educação sobre phishing e malvertising.

 

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

Grupo Protege investe R$ 2,7 mi para transformar cultura de Segurança digital em vantagem competitiva

Projeto em parceria com a AK Networks protege a infraestrutura crítica e os acessos corporativos da companhia, estimando um retorno...
Security Report | Overview

Pesquisa revela que hackers criaram canais falsos de games no YouTube para infectar jogadores

Investigação da Palo Alto Networks identifica campanha de dois anos que usava comunidades de jogos na plataforma para distribuir malwares...
Security Report | Overview

Estudo global revela lacuna crítica entre a detecção e a contenção de ciberataques

Pesquisa encomendada pela Illumio aponta que, apesar da alta confiança na resposta a incidentes, 49% das organizações brasileiras sofrem com...
Security Report | Overview

Apenas 22% das empresas conseguem escalar Inteligência Artificial com sucesso, aponta Gartner

Mesmo com falta de visibilidade financeira e baixo retorno em projetos populares, 85% dos líderes pretendem ampliar investimentos em IA...