Cibercrime reforça uso de phishing por QR code para comprometer credenciais, alerta estudo

Ataques de phishing com QR Codes se tornam mais sofisticados ao usar páginas falsas personalizadas, aponta estudo. Os meios de ataque ainda utilizam redirecionamentos legítimos e técnicas de verificação humana para enganar usuários e driblar sistemas de Segurança

Compartilhar:

Pesquisadores da Unit 42 divulgaram um estudo que aponta novos meios de disseminar documentos phishing, que ao invés de links, usa o meio dos QR codes. O relatório da Palo Alto Networks levantou que os ataques, observados principalmente nos Estados Unidos e Europa, têm como alvo diversos setores, incluindo os segmentos médico, automotivo, educacional, energético e financeiro. O objetivo principal é a coleta de credenciais, como logins e senhas, por meio de páginas falsas que simulam ambientes confiáveis como o Microsoft 365 ou até mesmo sites internos de empresas.

 

A pesquisa confirmou ainda que os cibercriminosos ocultam o destino do phishing usando mecanismos de redirecionamento de sites legítimos. Para tornar a ação ainda mais sofisticada, os golpistas têm adotado o Cloudflare Turnstile, um serviço de verificação humana gratuito. Embora legítimo, o relatório apontou que ele está sendo usado de forma maliciosa para dificultar a ação de sistemas automatizados de detecção de phishing.

 

Ataque Phishing por QR code

O QR code é uma imagem que pode ser escaneável por dispositivos móveis e conseguem armazenar vários tipos de informações, como números, textos ou URLs. Os usuários, normalmente, utilizam apps de câmeras em smartphones para interagir e abrir o código com a informação.

 

Mas, ao abrir o código que está em algum documento não legítimo, os usuários aumentam a probabilidade de terem dispositivos invadidos ou dados sensíveis vazados. Os pesquisadores da Unit 42 apontam que o desafio está no controle de segurança mais fracos dos aparelhos móveis, os quais permitem que os cibercriminosos contornem aos filtros de segurança.

 

O estudo destaca ainda que os ataques estão cada vez mais personalizados, com URLs que já trazem o e-mail ou nome da vítima incorporado. Isso faz com que, ao acessar a página falsa, o campo de login esteja pré-preenchido, restando apenas a inserção da senha.

 

A Palo Alto Networks concluiu que esses ataques representam um novo patamar de sofisticação na engenharia social, unindo aspectos técnicos e psicológicos para enganar usuários. A empresa recomendou que tanto usuários comuns quanto organizações invistam em educação digital, verificação de URLs antes de escaneá-las e filtros avançados de segurança para dispositivos pessoais e corporativos.

 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

Ataques cibernéticos no setor de saúde interrompem atendimento a pacientes, aponta relatório

Estudo global da Proofpoint e do Ponemon Institute revela que quase três em cada quatro organizações de saúde sofreram interrupções...
Security Report | Overview

Ameaça quântica invisível: dados criptografados hoje já são alvo de roubo para decodificação futura

Especialista da Delfia alerta que o conceito 'coletar agora e descriptografar depois' torna a segurança da informação um desafio temporal...
Security Report | Overview

Golpes de Black Friday avançam e ameaçam o sequestro de contas bancárias, WhatsApp e e-mails

Especialista da ASAPTECH alerta que invasões de conta conhecidas como 'account takeover' causam prejuízos muito maiores do que o valor...
Security Report | Overview

Risco humano lidera vulnerabilidades corporativas e preocupa mais de 70% dos CISOs brasileiros

Estudo da Proofpoint revela que 77% dos líderes de Segurança no Brasil veem a IA generativa como ameaça, enquanto 94%...