Checklist de cibersegurança diante da crise na Ucrânia

O conflito entre Ucrânia e Rússia reflete negativamente em vários aspectos, inclusive no mundo virtual. Veja algumas sugestões que podem ajudar no combate contra essas ameaças cibernéticas

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Com as operações militares russas ocorrendo na Ucrânia, a preocupação com ataques cibernéticos aumentou nas empresas. Pensando nisso, a Fortinet preparou uma lista de prontidão cibernética.

 

Embora muitas dessas sugestões sejam protocolos básicos e práticas recomendadas de higiene cibernética, nunca é demais reforçá-las, uma vez que ações simples podem ajudar bastante na luta contra ameaças cibernéticas.

 

1) Patches: Certifique-se de que todos os sistemas estejam totalmente corrigidos e atualizados. Os agentes de ameaças geralmente visam vulnerabilidades não corrigidas na rede da vítima. Como resultado, a primeira linha de defesa deve sempre ser o gerenciamento de patches e a execução de sistemas totalmente corrigidos. Para organizações interessadas em focar em vulnerabilidades específicas, a CISA mantém uma lista de CVEs específicos usados ​​no passado por agentes de ameaças russos. Mas a melhor abordagem é simplesmente se concentrar em estar atualizado o tempo todo. E lembre-se de que a aplicação de patches é importante não apenas para estações de trabalho e servidores, mas também para produtos de rede e segurança.

 

2) Bancos de dados de proteção: Certifique-se de que suas ferramentas de segurança tenham os bancos de dados mais recentes, com as últimas descobertas em assinaturas e modelos de comportamento.

 

3) Backup: Crie ou atualize backups off-line para todos os sistemas críticos. Muitos ataques vêm na forma de ransomware ou malware de limpeza. A melhor defesa contra a destruição de dados por esse tipo de malware é manter seus backups atualizados. É igualmente importante que esses backups sejam mantidos off-line, pois o malware geralmente tenta encontrar servidores de backup para destruí-los também. A crise atual é uma boa oportunidade para verificar se os backups realmente existem (não apenas no papel) e realizar exercícios de recuperação com a equipe de TI.

 

4) Phishing: Conduza treinamentos e simulações de conscientização sobre phishing. Os ataques de phishing continuam sendo os pontos de entrada mais comuns para os invasores. Agora é um bom momento para realizar uma campanha de conscientização e garantir que todos em sua organização saibam como reconhecer e denunciar e-mails maliciosos.

 

5) Hunting: Pratique a busca proativa de invasores em sua rede usando TTPs (Táticas, Técnicas e Procedimentos) conhecidos. A triste verdade é que, se sua organização desempenha algum papel nesse conflito, os adversários podem já estar em sua rede. A realização de engajamentos de caça a ameaças pode ser vital para detectar adversários antes que eles instalem spyware ou causem sérios danos.

 

6) Emulação: Teste suas defesas para garantir que elas possam detectar TTPs conhecidos. Os TTPs também podem ser usados ​​para avaliar se sua infraestrutura de segurança é capaz de detectá-los. A execução de exercícios de emulação pode descobrir problemas de configuração e pontos cegos que podem ser explorados por invasores para se moverem em sua rede sem serem detectados.

 

7) Resposta: Prove sua resposta a incidentes em cenários fictícios. Uma resposta rápida e organizada a incidentes será crucial quando um comprometimento for descoberto. Agora é um bom momento para revisar os procedimentos de resposta a incidentes, incluindo estratégias de recuperação de desastres e continuidade de negócios. Se você tiver sua própria equipe de resposta a incidentes, poderá executar exercícios de simulação ou cenários fictícios para garantir que tudo corra bem em caso de comprometimento.

 

8) Mantenha-se atualizado: Assine feeds de inteligência de ameaças. É fundamental que as ações listadas aqui não sejam feitas apenas uma vez. Manter-se atualizado e corrigido, monitorar vulnerabilidades e manter o conhecimento das ameaças precisam ser feitos continuamente.

 

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