Brechas em ambientes corporativos mais que dobram em 2025

Estudo global da Check Point revela que a automação cibernética encurtou a janela de defesa das empresas, embora menos de um em cada 12 alertas realmente exija correção imediata

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A proporção de vulnerabilidades críticas em ambientes corporativos mais que dobrou no último ano, mas apenas 7,8% delas, menos de um em cada 12 alertas, de fato exigiam ação urgente após validação de risco. O dado é do relatório Under Pressure: The 2026 Exposure Gap Report, divulgado pela Check Point Software com base em dados de 715 organizações ao redor do mundo. 

  

O levantamento surge em um cenário onde ferramentas de ataque automatizadas e assistidas por inteligência artificial mudam a escala e o ritmo das ameaças. Agentes maliciosos já testam sistemas expostos e falhas conhecidas de forma massiva, e esse processo gera o “intervalo de exposição” (exposure gap), encolhendo a janela de reação das equipes de Segurança antes que uma vulnerabilidade se converta em prejuízo. 

  

Os dados mostram que as vulnerabilidades passaram a representar 42,6% de todas as exposições críticas registradas em 2026, mais que o dobro dos 18,7% do ano anterior. Como mais de 90% dos alertas não demandavam resposta imediata, o maior desafio atual das equipes de Segurança não é apenas detectar ameaças, mas priorizar aquelas que possuem real potencial de exploração. 

  

O relatório também destaca que 76% das exposições críticas estão concentradas em apenas duas categorias: vulnerabilidades e vazamento de informações internas. Além disso, os ataques de phishing registraram rápida aceleração no período analisado, saltando de 1% para 10,5% das exposições críticas no intervalo de um ano através do uso de sites maliciosos. 

  

Apesar do aumento da superfície de exposição, o relatório aponta avanços na capacidade de resposta das empresas, com uma média de 85,9% das correções recomendadas sendo efetivamente implementadas pelas organizações. Isso indica que processos estruturados de priorização e remediação são altamente eficazes para reduzir o risco operacional diário. 

  

“Os atacantes conseguem testar um número cada vez maior de exposições, em mais organizações e em velocidade superior à capacidade de análise manual das equipes de segurança. As organizações que conseguem se manter à frente são aquelas capazes de identificar rapidamente o pequeno conjunto de riscos realmente exploráveis em meio ao enorme volume de alertas e corrigi-los”, explica Yochai Corem, vice-presidente de Exposure Management da Check Point. 

  

Analisando os diferentes setores econômicos, o de Utilities (energia e serviços públicos) apresentou o melhor desempenho em velocidade de resposta, resolvendo 30% das ameaças críticas em menos de uma hora. Em contrapartida, a área da saúde registrou o maior tempo de resposta, com média de 158,8 horas, devido a sistemas legados e à necessidade de disponibilidade contínua dos ambientes. 

  

O perfil das exposições críticas também variou por setor, as vulnerabilidades concentraram 78,2% das exposições críticas em Utilities e 56,4% no Governo. Já a exposição de dados internos predominou na saúde (63,6%) e nos serviços financeiros (42,7%), reforçando que estratégias de segurança cibernética precisam considerar as características e particularidades de cada segmento. 

  

“O problema não é mais o volume de alertas, mas sim o sinal. Quando as vulnerabilidades críticas dobram, as organizações que se destacam são aquelas capazes de identificar rapidamente os riscos genuinamente exploráveis e agir sobre eles antes que os atacantes o façam”, complementa Yochai Corem. 

  

Para responder a essa demanda de mercado, a plataforma Check Point Exposure Management integra a descoberta de ativos, a priorização baseada em evidências, a validação de exploração e os processos de remediação em um único fluxo de trabalho contínuo, com o objetivo de reduzir de forma drástica o intervalo entre a identificação de uma falha e sua devida correção técnica.

 

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Rui Borges

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