A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) promoveu o 5º Congresso de Segurança e Defesa Cibernética, reunindo especialistas para debater a proteção de dados pessoais. Além do tema central de Segurança de informações sensíveis, os avanços da criação de uma Política Nacional de Segurança Cibernética também estiveram na pauta das discussões.
Na visão de Luiz Fernando Moraes da Silva, Secretário de Segurança da Informação e Cibernética do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o trabalho de produzir uma Política Nacional de Cibersegurança é um processo complexo e avançar em uma política como essa exige um senso de realidade muito importante diante dos desafios atuais. Para ele, a atuação da ANPD serve de grande exemplo para que o projeto evolua nas esferas do governo.
“Percebo um movimento na comunidade Cyber em promover uma ação conjunta de cooperação em todo o ecossistema. A nossa esperança é que o projeto avance ainda neste ano, para que em 2024, possamos ter uma agência nacional constituída. A experiência da ANPD traz um bom exemplo para o Congresso”, completa o Secretário.
Ele acrescenta que esse projeto não é hierárquico como acontece nos formatos corporativos. “É algo em que todos os atores, independentemente da existência de uma hierarquia, compartilham responsabilidades. Não é possível fazer sem uma cooperação profunda”, explicou Silva.
A proposta da Política Nacional de Defesa Cibernética está sendo desenvolvida pelas secretarias de Segurança da Informação e da Cibernética do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Governo Federal. Recentemente, foi realizada uma audiência pública para coletar informações, críticas e sugestões a fim de aprimorar o texto em discussão. O objetivo é criar o Sistema Nacional de Cibersegurança, que centralizará as medidas de segurança cibernética do governo federal.
O Diretor-Presidente da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Waldemar Gonçalves, também participou da discussão e enfatizou que a Autoridade está capacitada e madura para seguir com o tema de proteção de dados pessoais e se orgulha de ser modelo para outros órgãos. “Agora, precisamos crescer para entregar mais e melhor”, acrescenta o executivo.
Na visão de Rogéria Magalhães, Diretora Jurídica e DPO do Hospital Albert Einstein, a Política Nacional de Cibersegurança é tema relevante no setor de Saúde, até porque, diante do cenário complexo de ataques cibernéticos, a Cibersegurança precisa ser prioridade, principalmente em termos de investimentos.
“É fundamental que tenhamos um pilar estratégico para priorizar essa necessidade nas organizações e a LGPD veio reforçar esse assunto. Além disso, contar com uma Política Nacional é de extrema relevância ao país e para as verticais de negócio, ela precisa ser inclusiva e resiliente”, pontua a executiva durante o evento.
A profissional enfatiza que um incidente na área da Saúde é algo extremamente impactante, não só para a instituição, mas também para a sociedade. “Nós precisamos estabelecer mecanismos de confiança, ética e Segurança. É fundamental trabalhar com esses pilares diante da transformação digital do setor, que é irreversível. É essencial que a Política Nacional de Segurança Cibernética reflita essas particularidades”, concluí.
*Com informações da ANPD