Anonymous Brasil derruba site do TJ-RJ

Em manifestação contra o bloqueio do WhatsApp no Brasil, grupo efetua ataque DDoS para sobrecarregar servidores e impedir acesso ao portal

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Na tarde de hoje (19), os usuários do WhatsApp que tentaram usar o serviço encontraram o aplicativo bloqueado. A suspensão foi ordenada pela juíza de fiscalização da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, Daniela Barbosa Assunção de Souza, que cobra da empresa que as mensagens trocadas por pessoas investigadas pela Justiça sejam desviadas antes de serem criptografadas, a fim de possibilitar o acesso ao conteúdo posteriormente. Como resposta ao bloqueio, os hacktivistas do Anonymous Brasil efetuaram um ataque DDoS contra o site do TJ-RJ para sobrecarregar os servidores e tirá-lo do ar. O grupo chamou a ação de “OpStopBlocking”.

Segundo trecho da nota publicada pela organização no Facebook, “hoje, foi repetido o gesto de V, na destruição de um símbolo que há tempos desvirtuou-se”. Assinada pelo “Povo”, o comunicado assume que a página do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro está em off em protesto ao bloqueio do WhatsApp.

Não é apenas esta organização que se mostra contra a suspensão do serviço. Quando bloqueado anteriormente, em maio deste ano, diversas organizações se posicionaram contrárias. À época, o Comitê Gestor da Internet no Brasil também emitiu nota alegando “preocupação com a proposta de intervenção ampla e indiscriminada a site e aplicações, principalmente com as consequências derivadas da ação”. Segundo o órgão, essa atitude poderia levar a fragmentação da rede, sendo capaz de comprometer a estabilidade, segurança e funcionalidade de toda a internet.

Alternativa arriscada

O bloqueio leva diversos usuários a utilizarem serviços de VPN, representando um perigo a eles e às organizações, já que muitos usam o aplicativo no ambiente corporativo. Segundo Edson Brandi, especialista em Segurança Digital, grande parte dos cibercriminosos publica serviços próprios, distribuídos de forma gratuita, para interceptar o tráfego do usuário no computador.

De acordo com o especialista, toda ferramenta divulgada na loja do Google ou da Apple precisa ser assinada com um certificado digital. Mesmo que um criminoso ganhe acesso à conta na qual o serviço foi publicado, ele não terá acesso ao certificado utilizado para assinatura.

O VPN permite romper o bloqueio pois direciona 100% do tráfego de internet para o servidor ao qual ele se conectou, que passa a ter visibilidade completa da rede. Caso a empresa responsável pelo servidor seja mal-intencionada, ela poderá monitorar o uso de internet do usuário.

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Rui Borges

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