Confiança como estratégia: o novo elo entre times de Cibersegurança e fornecedores

Cada vez mais tem sido vital às fornecedoras de Segurança ocuparem uma posição de maior parceria com seus clientes, auxiliando na construção de estratégias sólidas. Nesse sentido, executivos da Veeam defendem conhecer o cenário do parceiro como primeiro passo na construção dessa aliança

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Construir relações de parcerias dentro da indústria de Segurança Cibernética não pode mais se basear na simples entrega de um produto por um preço específico, mas sim contar com a construção de uma cooperação mais sólida, focada na consolidação de uma estratégia eficiente para a realidade do cliente. Esse ponto de vista foi apresentado pelos executivos e estrategistas da Veeam, durante o evento VeeamON 2025, organizado em Sand Diego, na Califórnia.

 

De acordo com a Field CTO da companhia, Emilee Tellez, as Lideranças de Cyber Security e seus times encaram um futuro complexo e desafiador nesse ano: De um lado, é necessário seguir aplicando soluções e desenvolvendo processos que mantenham a estrutura corporativa protegida de ameaças cibernéticas crescentemente sofisticadas por tecnologias inovadoras, como Inteligência Artificial e malwares as a Service.

 

Por outro lado, a demanda por desenvolvimento de inovações nas empresas também as expõe a novos riscos ainda desconhecidos pelo time de Cyber. Isso exige que reforcem seus ecossistemas com ferramentas que controlem acessos, monitorem anomalias – e criem meios de responder a um eventual incidente. Ambos os cenários fazem crescer simultaneamente a complexidade do ambiente de SI, desafiando os times a gerenciá-los adequadamente.

 

Nesse sentido, Emilee aponta que, em um mercado que enfrenta um gap de mão-de-obra difícil de contornar, aumentar o custo e a complexidade dos ambientes digitais não é o caminho correto para se trilhar. A CTO entende que a indústria Cyber precisará repensar seu posicionamento diante dos clientes, abandonando abordagens focadas na venda de um produto e investindo no suporte a estratégias amplas e agnósticas ditadas pelo parceiro.

 

“No fim, tudo gira em torno do relacionamento. Isso começa, a meu ver, entendendo quais as principais ameaças que aquele parceiro enfrenta constantemente, bem como quais ativos são os mais críticos para sua operação. Isso envolve chamar não apenas CISOs, mas CIOs, líderes de negócio e outros executivos para questionar como podemos ser úteis, na figura de parceiros, para aquela estratégia”, comenta, a Field CTO.

 

Rick Vanover, Product Strategist da Veeam, explica também que a proposta é reformular a ideia de parceria entre as organizações fornecedoras e seus clientes, favorecendo a gestão otimizada e eficiente dos ecossistemas cibernéticos. Na visão do executivo, os parceiros podem auxiliar mais os clientes a garantir que o básico seja feito, mas sem perder de vista o que as inovações tecnológicas podem transformar nas ferramentas de SI.

 

“Entendo que a parceria entre CISOs e vendors precisará olhar para esse equilíbrio, pensando em estruturas especializadas para a demanda do negócio. Isso inclui considerar os ativos críticos, a continuidade das operações e otimização de geração de bens ou serviços. Nisso, o nosso objetivo como parceiros é olhar para isso tudo e perguntar ‘podemos melhorar essa infraestrutura de alguma forma?’”, acrescenta.

 

Engajamento com líderes locais

Construir esse posicionamento estratégico exige aproximação constante com todas as lideranças corporativas das empresas, como forma de estabelecer a importância de uma estratégia de Cibersegurança. Estando na linha de frente da atuação brasileira da Veeam, o Country Manager da companhia, José Leal Jr., aponta que a troca de experiência entre as lideranças da vendor e das organizações oferecem novos caminhos de posicionamento do mercado Cibernético.

 

“Nós buscamos fortalecer tanto a visão técnica quanto a de negócio nas operações da parceira, o que exige um trabalho constante de evangelização. Eu vejo que uma cooperação saudável deve ir além da venda de soluções, focando especialmente na geração de maturidade e resiliência das operações. Para isso, precisamos entender as dores das empresas brasileiras e, a partir disso, traçar a melhor forma de apoiar uma resposta para elas”, conclui Leal.

 

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