Abate de balão chinês inicia novo capítulo da ciber espionagem

Desde que a Força Aérea norte-americana abateu um objeto voador não identificado no início do mês, Estados Unidos e China protagonizam nova fase de acusações relacionados à coleta secreta de informações

Compartilhar:

Um levantamento publicado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) dos Estados Unidos contabilizou uma lista de 160 casos públicos de espionagem promovida pela China de 2000 a 2021. Desses, 42% foram incidentes envolvendo ciber espionagem, frequentemente aplicado  por personagens ligados ao Estado Chinês.

 

Desde a derrubada de um balão lançado a partir do território da China na última quarta-feira (04), as duas nações novamente estão protagonizando tensões envolvendo disputas de narrativas e ações de espionagens, onde objetos voadores foram encontrados e abatidos.

 

Uma autoridade do departamento de Estado dos Estados Unidos informou que o objeto estava equipado para detectar e coletar sinais de inteligência e seria parte de um amplo programa de espionagem que atingiria mais de 40 países. Afirmaram ainda que elementos semelhantes já sobrevoaram países nos cinco continentes.

 

Depois do ocorrido, as autoridades norte-americanas reajustaram os seus monitoramentos para identificarem objetos menores sobrevoando o espaço aéreo do país. Isso resultou em outros três abates sobre os céus dos EUA. Embora o primeiro balão tenha sido confirmado como um aparelho de origem chinesa, nenhum dos outros três derrubados tiveram suas procedências confirmadas.

 

Da parte de Beijing, o governo local afirmou que o balão não possuía funções militares ou de espionagem, pois se tratava de um aparelho civil de meteorologia que se desviou do curso original. Além disso, o porta-voz da chancelaria do governo chinês, Wang Wenbin, afirmou ontem que os Estados Unidos operaram mais de dez voos ilegais no espaço aéreo da China desde janeiro de 2022.

 

“A primeira coisa que os americanos deveriam fazer é olhar para si mesmos e alterar seus modos, não manchar [a reputação alheia] e incitar o confronto”, disse Wenbin em coletiva de imprensa. O governo americano negou as acusações, dizendo ser parte da guerra de informações da China.

 

*Com informações da Folha e Deutsche Welle

 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

Computação Quântica no radar da SI: Quais as ações imediatas do setor?

Ao entrar no radar do Gartner como tendência para 2026, a computação quântica lança luz sobre a obsolescência da criptografia...
Security Report | Destaques

Painel de Debate na TVSecurity discutirá papel da Cyber na operação sustentável da IA

Na primeira roundtable em live streaming de 2026, a TV Security reunirá Líderes de Segurança para discutir desafios e estratégias...
Security Report | Destaques

Gestão de Risco: O novo filtro para a resiliência e continuidade dos negócios

Especialistas reunidos no Security Leaders Rio de Janeiro discutem como a medição do risco e o controle da cadeia de...
Security Report | Destaques

IA Defensora definirá papel da SI em 2026, dizem especialistas em criptografia

A mesma Inteligência Artificial que acelerou o desenvolvimento de códigos em 2025 ampliou também as possibilidades de exposição de novas...