70% dos consumidores só confiam em bancos que protegem seus dados

De acordo com a pesquisa da Unico, apresentada hoje (25) na Febraban Tech, adoção de tecnologias como biometria facial e IA está transformando o setor bancário, equilibrando segurança, privacidade e experiência do cliente

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No dinâmico cenário de Cibersegurança, os bancos estão na vanguarda da inovação, adotando tecnologias que não apenas elevam o cuidado com os dados, mas também aprimoram a experiência do cliente. Um dado crucial se destaca: 70% dos consumidores só realizam transações com empresas que protegem seus dados, enfatizando a necessidade de estratégias robustas de Segurança. Estes é um número coletado pela pesquisa “Bancos do Futuro”, da Unico, apresentada hoje (25) durante a Febraban Tech.

 

A biometria facial está se consolidando como uma das tecnologias mais seguras e eficientes para autenticação de identidade. Atualmente, 75% dos bancos que utilizam inteligência artificial (IA) para melhorar a eficiência e a produtividade adotaram essa tecnologia. Segundo Sergio Biagini, sócio-líder da Deloitte para a indústria de serviços financeiros, a implementação da IA aumentou a eficiência dos processos bancários em uma média de 11%.

 

A autenticação de identidade digital não é apenas uma questão de conveniência, mas um imperativo estratégico. Cerca de 76% dos líderes globais concordam que problemas na autenticação impactam negativamente os resultados financeiros, como transações abandonadas e fraudes. No Brasil, a adoção de tecnologias de identificação digital promete posicionar o país como líder entre as economias digitais globais, impulsionado por um vasto mercado consumidor e um compromisso com a inovação, Segurança e privacidade.

 

Os consumidores estão cada vez mais exigentes e conscientes sobre a importância da proteção de dados. Uma pesquisa da McKinsey indica que 70% dos consumidores realizam transações apenas com empresas que protegem seus dados. No entanto, ainda há uma lacuna significativa: cerca de 40% das companhias de varejo não consideram a experiência do consumidor em seus projetos de combate a fraudes.

 

“O processo de captura biométrica está muito mais simples e assertivo do que há cinco anos,” afirma Guilherme Valgas, Diretor de Produtos da Unico. “Por sua vez, a população brasileira está cada vez mais educada sobre a importância da biometria facial e a segurança que ela proporciona”.

 

A mensagem é clara para os líderes de Cibersegurança: adotar tecnologias avançadas de autenticação e implementar estratégias de sólidas são passos cruciais para manter a confiança do cliente. Ao mesmo tempo, é essencial focar na experiência do usuário, equilibrando proteção, privacidade e comodidade. A educação e a conscientização dos consumidores sobre essas medidas são fundamentais para o sucesso contínuo do setor bancário na era digital.

 

A biometria facial e a identidade digital estão redefinindo os padrões de segurança, e os bancos que conseguirem equilibrar esses elementos serão os líderes do futuro. “A população brasileira está cada vez mais educada sobre a importância da biometria facial e a segurança que ela proporciona”, finaliza Valgas.

 

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