WhatsApp se compromete a colaborar com órgãos em relação à nova política de privacidade

Aplicativo de mensagens informou que não encerrará nenhuma conta, e que nenhum usuário no Brasil perderá acesso aos recursos do aplicativo nos 90 dias posteriores ao dia 15 de maio

Compartilhar:

O WhatsApp assumiu o compromisso de colaborar com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Ministério Público Federal (MPF), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) em relação a pontos de preocupação apresentados pelas instituições sobre a nova política de privacidade do aplicativo de mensagens.

 

A posição da empresa consta em resposta à recomendação emitida pelas instituições na sexta-feira passada (07/05), que tem como objetivo proteger os direitos dos titulares de dados pessoais, os direitos dos consumidores e mitigar potenciais efeitos sobre a concorrência decorrentes da nova política a ser implementada. Nesta semana, os órgãos reguladores se reuniram com representantes do WhatsApp e do Facebook para tratar do tema.

 

No documento enviado às autoridades, o WhatsApp informa que não encerrará nenhuma conta, e que nenhum usuário no Brasil perderá acesso aos recursos do aplicativo nos 90 dias posteriores ao dia 15 de maio como resultado da entrada em vigor da nova política de privacidade e dos novos termos de serviço nesta data.

 

Neste período de 90 dias o Cade, MPF, ANPD e Senacon farão novas análises e questionamentos e a empresa se colocou à disposição para dialogar e prestar esclarecimentos em relação às recomendações emitidas pela ANPD e a quaisquer outras questões relacionadas à atualização dos termos do aplicativo.

 

Nova política

 

Em janeiro deste ano, o WhatsApp anunciou que promoveria uma mudança em sua política de privacidade. Na nova versão, o aplicativo de mensagens detalha práticas de tratamento de dados pessoais dos usuários, afirmando não expandir a habilidade de compartilhamento de informações com o Facebook, proprietário do WhatsApp. Algum tempo depois do anúncio, a empresa decidiu prorrogar a entrada em vigor da nova política, com o objetivo de fornecer aos usuários informações adicionais sobre privacidade e segurança.

 

Na sexta-feira da semana passada (07/05), Cade, MPF, ANPD e Senacon emitiram uma recomendação ao aplicativo de mensagens e ao Facebook indicando a adoção de providências relacionadas à nova política, enquanto não forem adotadas as recomendações sugeridas após as análises dos órgãos reguladores.

 

Na recomendação, as instituições apontaram que a política de privacidade e as práticas de tratamento de dados apresentadas pelo WhatsApp podem, em princípio, representar violações aos direitos dos titulares de dados pessoais. As instituições ainda demonstraram preocupação com os potenciais efeitos sobre a concorrência e sob a ótica da proteção e defesa do consumidor.

 

*Com informações da ANPD. 

 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

Anthropic amplia parceria de Cyber para reforçar Segurança da IA

Colaboração incorpora modelos Claude para acelerar fluxos de trabalho de agentes, automação e pesquisas de ameaças em infraestruturas de inteligência...
Security Report | Overview

Imposto de Renda 2026: Fraudes atingem nível industrial e ameaçam contribuição

Relatório da DANRESA revela mais de 1.600 sites falsos e o uso de Inteligência Artificial para roubo de dados na...
Security Report | Overview

Caso Vercel: IA vira vetor de ataque e expõe risco sistêmico em frameworks web

Violação via Inteligência Artificial de terceiros amplia riscos na cadeia de suprimentos e revela falta de visibilidade sobre dependências críticas
Security Report | Overview

Pesquisa detecta novo ataque de roubo de dados por financiamento de veículos

Ataque identificado pela Tempest explora a busca por emprego no setor de logística para roubar dados e realizar biometria facial...