Veículos conectados são alvos de ameaças cibernéticas

Segurança cibernética automotiva requer colaboração entre os setores para prevenir e evitar ciberataques

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A indústria automotiva segue em evolução. O que começou como um negócio mecânico há mais de 100 anos, na última década, passou por uma transformação digital que inclui a chegada no mercado de veículos conectados à Internet – abrangendo desde recursos avançados de segurança aos motoristas até os veículos autônomos. Carros que antes eram estritamente mecânicos, agora estão conectados à rede, o que os tornam computadores sobre rodas.

 

Especialistas da Claroty alertam que esta gigantesca transformação tecnológica do setor automotivo também chama a atenção de cibercriminosos, que passaram a mirar as vulnerabilidades da cibersegurança do setor.

 

“Com a expansão dos carros conectados, os riscos de ataques cibernéticos aumentaram. Isso se deve ao fato de que os veículos modernos, equipados com tecnologias avançadas como 5G e inteligência artificial, computação de ponta e unidades de processamento de alto desempenho, requerem serviços de cibersegurança para que estejam protegidos contra ameaças digitais”, comenta Italo Calvano, Vice-Presidente da Claroty para a América Latina.

 

Entre os principais desafios da indústria para combater os cibercriminosos, que miram a invasão de sistemas de veículos conectados, incluem a rapidez com que o nível de segurança e de privacidade desses veículos devem evoluir e serem capazes de evitar tais ataques. A mudança na estratégia dos fabricantes de veículos conectados será na forma de novos investimentos, fusões e aquisições e colaborações com fornecedores e outras empresas de segurança cibernética.

 

De acordo com o relatório divulgado pela Transparency Market Research Inc, o setor global de segurança cibernética automotiva foi estimado em US$ 2,7 bilhões, em 2022. Prevê-se que este mercado avance 16,6% nos próximos sete anos, com expectativas de alcançar US$ 10,5 bilhões em 2031.

 

“É preciso ter consciência de que carros são redes de computadores sobre rodas. Assim, o risco de hackear um carro por vez não é tão assustador, mas hackear uma frota de veículos de uma vez, pode fazer com que uma cidade inteira fique bloqueada e, com isso, facilite a ação de criminosos”, destaca Italo.

 

“As empresas que atuam desenvolvendo e comercializando veículos conectados à rede devem estar atentas à questão da cibersegurança, uma vez que o mercado está em constante mudança diante de novas tecnologias emergentes e, agora, diante do avanço da Inteligência Artificial. Assim, é essencial que os fabricantes estejam sempre um passo à frente dos cibercriminosos, prevenindo e mitigando os riscos de possíveis ataques”, enfatiza.

 

A cibersegurança segue em forte expansão para combater as ameaças cibernéticas, especialmente os ataques contra redes usadas na conexão de veículos e infraestruturas críticas.

 

A Claroty alerta sobre a necessidade de padronização e colaboração em todo o setor automotivo é fundamental para a adoção de soluções de cibersegurança automotiva. “A colaboração entre os setores é fundamental. Além disso, os fabricantes do setor automobilístico precisam não apenas assegurar atualizações de softwares, mas aproximar-se de soluções mais robustas e concretas para prevenção e aptas a evitar ciberataques, principalmente, em cadeia”, diz.

 

“Esperamos que regulamentações e investimentos em soluções estabeleçam padrões mínimos na forma de uma estrutura básica, sobre a qual as montadoras desenvolvem seus produtos. As regulamentações devem impulsionar mudanças significativas para solidificar cada vez mais a cibersegurança voltadas à crescente área de veículos modernos”, finaliza Calvano.

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