Guerra cibernética: Ucrânia convoca hackers e especialistas para combater ataques russos

Governo ucraniano anunciou em fóruns locais de hackers voluntários para ajudá-lo a defender os sistemas

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Os recentes ataques russos à Ucrânia tomaram todas as páginas dos noticiários mundiais. Além do conflito armado, ataques cibernéticos também estão sendo registrados a servidores ucrânianos, que desestabilizaram serviços essenciais relacionados à saúde, segurança e negócios estrangeiros.

 

Com a iminência do conflito global, segurança cibernética será uma pauta constante para empresas do mundo inteiro. Diante desse cenário, o país ucraniano pediu ajuda aos hackers na proteção de seus ambientes de infraestrutura contra qualquer tentativa do exército russo. Segundo a agência de notícias, Reuters, o pedido de ajuda aos voluntários para a missão teria partido do próprio Ministério da Defesa ucraniano, que não confirmou a informação.

 

“Comunidade cibernética ucraniana! É hora de se envolver na defesa cibernética de nosso país”, dizia o post em questão, solicitando aos hackers e especialistas em segurança cibernética que preenchessem um registro num formulário do Google Docs listando suas especialidades.

 

 Yegor Aushev, cofundador de uma empresa de segurança cibernética em Kiev, disse à Reuters que escreveu o post a pedido de um alto funcionário do Ministério da Defesa que o contatou na quinta-feira.

 

A empresa Cyber ​​Unit Technologies de Aushev é conhecida por trabalhar com o governo da Ucrânia na defesa de infraestrutura crítica. Outra pessoa diretamente envolvida no esforço, confirmou que o pedido veio do Ministério da Defesa na manhã de ontem (24).

 

Aushev disse ainda que os voluntários seriam divididos em unidades cibernéticas defensivas e ofensivas. A unidade defensiva, por exemplo, seria empregada para defender a infraestrutura, como usinas de energia e sistemas de água.

 

O grupo hacker Anonymous fez um post no Twitter afirmando que está iniciando uma guerra cibernética contra a Rússia. O principal site do governo russo estava inacessível na noite de 24 de fevereiro, sites do Kremlin e do parlamento russo também caíram.

 

*Com informações das agências internacionais

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