Senadores enviam requerimento ao governo federal para debater criação da ANPD

Requerimento 123 de 2020 sugere Sessão de Debates Temáticos para discutir os pontos que faltam para a Autoridade Nacional de Proteção de Dados ser constituída, além dos riscos de a LGPD entrar em vigor sem ter uma autoridade específica

Compartilhar:

Essa semana, o Senador Izalci Lucas (PSDB/DF) enviou ao governo federal o Requerimento 123 de 2020 para a realização de Sessão de Debates Temáticos a fim de discutir novas diretrizes sobre Proteção de Dados e Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A proposta é convidar Parlamentares, Debatedores do Mercado, Academia e Sociedade Civil para uma sessão previamente agendada para o dia 26 de março.

 

A justificativa sobre esse requerimento é a necessidade de criar a ANPD a fim de propiciar segurança jurídica para o tratamento de dados no país, dar efetividade aos direitos assegurados pela Lei e induzir novos negócios.

 

“Proponho debate temático para discutir os preparativos para a entrada em vigência da LGPD, em agosto de 2020, e a iminente e necessária criação da ANDP, a qual será de extrema importância para a conscientização da sociedade, cada vez mais digital”, destaca o Senador no Requerimento.

 

Na visão de Patrícia Peck, advogada e especialista em Proteção de Dados e Direito Digital, trata-se de uma questão extremamente relevante, visto que houve a previsão da criação da ANPD e até o momento não ela não foi empossada.

 

“A ANPD faz muita falta, pois é uma autoridade com um papel muito relevante na estruturação de todo o sistema de proteção de dados pessoais. Como a LGPD é considerada uma lei horizontal e traz artigos mais amplos sujeitos a complementação, ter uma Autoridade é importante não apenas para ações de fiscalização, mais também de regulamentação e complementariedade de alguns tópicos”, pontua.

 

Segundo Patrícia, os temas mais importantes para debater nessas sessões seriam justamente os pontos que faltam para a ANPD ser constituída, além dos riscos de a LGPD entrar em vigor sem ter uma autoridade específica.

 

“Esse ano, teremos eleições municipais de prefeitos e vereadores e a Autoridade teria um papel muito importante em articular junto com o TSE como será conduzido o tratamento de dados pessoais na relação com as bases eleitorais. A Autoridade tem um papel de disseminar essa cultura sobre a nova legislação, criar melhores práticas setorizadas, centralizar interpretações e fazer campanha educativa para a população”, completa Patrícia.

 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

Quais as estratégias para garantir continuidade do ecossistema financeiro digital?

líderes de SI apontam que preservar o funcionamento de sistemas financeiros como o Pix demanda planos de contingência, governança ampliada...
Security Report | Destaques

ANPD reguladora: Líderes reafirmam consolidação da proteção de dados no Brasil

O Senado Federal aprovou em definitivo a validade de Medida Provisória que transforma a ANPD em agência reguladora da Lei...
Security Report | Destaques

IA se tornou peça-chave nas atividades do cibercrime, aponta estudo

Nova edição do Global Threat Report, da CrowdStrike, aponta uma centralização do papel da IA na Cibersegurança atual, sendo, ao...
Security Report | Destaques

Riscos da Computação Quântica devem ser enfrentados hoje, alerta WEF

O Fórum Econômico Mundial se posicionou por meio de artigo em que defende a necessidade de ações imediatas para mitigar...