Rússia 2018: atenção aos ataques cibernéticos

Em época de Copa do Mundo, os hackers se aproveitam para aplicarem golpes utilizando a internet; phishing, malwares e botnets são as principais ameaças

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Faltando poucos dias para o início de um dos maiores acontecimentos esportivos do mundo, a expectativa para ver e torcer pelos nossos craques em campo só aumenta. Com os avanços da tecnologia, não há dúvidas de que teremos a Copa do Mundo mais conectada de todos os tempos. Os fãs de futebol vão poder acompanhar os resultados dos jogos em tempo real por meio de dispositivos móveis e computadores. Mas não é só com outro 7×1 que devemos nos preocupar, com a proximidade do evento, é preciso tomar muito cuidado com os cibercriminosos.

 

Nesta época, os hackers se aproveitam do período para aplicarem golpes utilizando a internet. Durante a Copa do Mundo de 2014, o Arcon Labs registrou um aumento de 57% nos ataques relacionados à segurança da informação, enquanto 681% dos cibercrimes estavam relacionados a ataques automatizados, hack tools e botnets. Em 2º lugar ficaram os ataques webs, com 216%. Os malwares atingiram 26% e os ataques DDoS somaram 11%. Assustador, não? Infelizmente os ataques podem ocorrer de diversas maneiras e os criminosos são bem criativos.

 

Dentre os golpes cibernéticos no período da Copa, um dos mais famosos envolveu o jogador da Seleção do Uruguai, Luis Suárez. Foi criado um site propondo uma petição pelo retorno dele à competição esportiva. Mas na verdade era uma armadilha para fazer com que as vítimas enviassem seus dados pessoais, que seriam usados em ciberataques.

 

Assim como os jogadores da Seleção Brasileira, os cibercriminosos não marcam bobeira e se destacam no campo quando o assunto é golpe. Com intuito de prevenir a propagação dessas ameaças, foram listadas algumas dicas para que os hackers não marquem gols:

 

– Atenção aos endereços dos sites antes de inserir seus dados pessoais; verifique sempre se o endereço é legítimo;

 

– Não confie em prefixos ‘’https’’, pois os cibercriminosos estão obtendo certificados SSL;

 

– Não faça downloads e não abra arquivos de fontes desconhecidas, não se arrisque;

 

– Desconfie sempre de promoções e prêmios, não clique em links que oferecem ofertas atrativas com preços muito baixos, ingressos e passagens de graça, principalmente se chegarem via WhatsApp ou e-mail;

 

– Mantenha suas aplicações de antivírus e anti-phishing atualizadas, é necessário manter os sistemas operacionais e software de segurança sempre atualizados;

 

– Evite usar um Wi-Fi público, principalmente quando precisar incluir informações pessoais.

 

Além dos cibercriminosos, alguns grupos conhecidos como ciberativistas ou hacktivistas se aproveitam da atenção voltada para o evento esportivo para promover sua ideologia política, como o Anonymous que realizou uma série de ataques ao governo durante as Olimpíadas de 2016. Portanto, em 2018 não deve ser diferente, principalmente se tratando da Copa do Mundo. A saída é ficar atento enquanto torcemos pela nossa Seleção.

 

* Viviane Pasko é diretora de Marketing da Arcon

 

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Rui Borges

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