Responder às ameaças do futuro depende de uma Segurança adaptável, diz CISO

As mudanças frequentes no contexto tecnológico e de Segurança da Informação já não permitem mais que as estratégias de proteção contem com posicionamentos reativos e sem conexão clara com o negócio. Agora, é o momento de abrir espaço para novas estratégias de proximidade com a empresa e defesa da continuidade do negócio

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Um dos grandes desafios da Segurança da Informação e Cibernética é o seu contexto de constante transformação diante de fatos novos, tendências, inovações e alterações culturais que impactem diretamente a vida das pessoas e dos profissionais do setor. Essa realidade exige que a SI repense a lógica reativa de suas operações e estabeleçam meios dinâmicos e até proativos de respostas a incidentes e transformações nesse cenário.

 

Essas mudanças foram amplamente vistas e discutidas durante os Painéis de Debates das edições regionais do Security Leaders. Em Recife, por exemplo, os CISOs apontaram que as transformações das capacidades humanas levaram à geração de tecnologias novas e mais sofisticadas, que geraram à melhora dos meios de trabalho, ao mesmo tempo que abriram novas brechas de Segurança e se tornaram ferramentas nocivas nas mãos do cibercrime.

 

Ao mesmo tempo, A própria Segurança Cibernética precisou se adaptar, com aprendizados sobre a proteção das próprias inovações enquanto incorpora essas mesmas estruturas para suas próprias atividades. Os Líderes de Curitiba reforçaram isso ao ir além da exploração do potencial máximo dessas mudanças, mas também transformar as próprias estratégias de SI.

 

Na visão do CISO do Hospital Ernesto Dornelles, Amaro Neto, essa transformação necessária para a Segurança depende de mudanças culturais dentro da própria SI: deixar de encarar desafios e responder a crises de forma reativa e avançar em direção à resiliência, estruturando governança junto ao board e operações do negócio e integrando a SI junto à tomada de decisão institucional, colocando o setor como fator de sustentabilidade.

 

“Uma abordagem tradicional de SecOps, apenas centrada na defesa técnica, não responde mais à complexidade dos dias de hoje. Por isso, é essencial traduzir o risco em linguagem de negócio e mostrar como a SI sustenta a estrutura, além de ampliar o envolvimento das pessoas da companhia nessas tratativas, conscientizando e educando-os sobre as melhores práticas de SI. É mais trabalhoso, mas permitirá a redução desses riscos”, acrescenta o executivo.

 

Essa discussão será desenvolvida entre os Líderes de SI durante o Security Leaders Nacional, no Painel de Debates das 16h40 do dia 23 de outubro. Com o tema “A segurança que importa: como unir desafios operacionais, estratégicos e humanos com uma nova abordagem”, a mesa terá Amaro Neto como curador, acompanhado de Fernando Polla, CISO da Cielo; Rodrigo Hammer, CISO da Conta Azul; e Denis Prado, Senior Director LATAM da Securonix.

 

O Security Leaders Nacional é a última parada do roadmap de eventos do Security Leaders, que cruzou nove capitais do Brasil, levando discussões de alto nível e ampliando os espaços de networking entre os líderes e profissionais de Cibersegurança de norte a sul do país. O maior e mais qualificado evento de Segurança da Informação do Brasil ocorrerá nos próximos dias 22 e 23 de outubro, no Piso C do WTC. As inscrições estão abertas por este link e são gratuitos para empresas usuárias de tecnologia.

 

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