Ransomware: perigo real e imediato

Na visão dos debatedores do Congresso Security Leaders, que ocorre até amanhã na Fecomercio - SP, malware é o pesadelo dos CSOs em todos os setores de negócios, independente do porte.

Compartilhar:

Quando o tema é Segurança da Informação, poucos assuntos estão mais em alta do que ransomware – o sequestro de dados. Verdadeiro pesadelo para empresas de todos os tamanhos e usuário final, esse tipo de ataque tem sido destaque da mídia em todo o mundo.

 

Para repercutir esse assunto o Security Leaders, maior da América Latina na área de Segurança da Informação e Risco e que acontece até amanhã em São Paulo, realizou hoje (26/10) o painel “Por que o ransomware ainda lidera o ranking de ataques?”.

 

Segundo Patricia Peck, advogada especialista em Direito Digital, o ataque de ransomware é evolutivo, existe desde 1989 e no início mirava grandes empresas pedindo resgates altos. Mas no ano de 2016 ele se popularizou, de empresas para o consumidor final – principalmente via mobile. “Agora se pede resgates médios de R$ 2mil em bitcoins. Ele pode se disfarçar em pegadinha de cupom, onde ao clicar em um link e responder um questionário se é infectado”.

 

Mas então, como se inicia o ataque? Basta acessar sites não confiáveis, baixar ou acessar arquivos ou anexos com códigos maliciosos, instalando softwares piratas ou conectando o dispositivo a redes infectadas.

 

O setor público também um grande alvo. Segundo William Bini, Information Security Leader da Dataprev, as instituições que prestam serviços à população são as mais visadas, justamente porque os criminosos buscam a fama. “Os órgãos públicos que prestam serviços são prato cheio. Como muitos dependem de verbas públicas que demoram para serem liberadas, é  preciso se antecipar e definir medidas protetivas para o governo”.

 

O setor de finanças também tem trabalhado muito bem contra esse tipo de ataque, até pela própria natureza desse tipo de negócio. Mas de nada adianta que essas empresas melhorem a qualidade da infraestrutura se não se investe no treinamento dos colaboradores. “Muitos ataques são bem-sucedidos, pois o funcionário é ingênuo e clica em um link, infectando toda a instituição. Falta conscientização”, coloca Bruno Napolitano, CSO da Cielo. 

 

E hoje uma das maiores dificuldades na hora de julgar e punir é que justamente a maioria dos ataques não é mais feito por pessoas, mas sim por ‘bots’, robôs que desafiam as autoridades. “E uma máquina que é contagiada também começa a replicar o ataque. É preciso repensar o direito, já que há dificuldade em enquadrar no crime de invasão”, explica Patricia. E Pierre Rodrigues, CSO da WEG Equipamentos Elétricos, completa: “é quase o crime perfeito, onde se fica refém. É preciso combater e investir em proteção, reportar para as autoridades para que elas investiguem”.

Destaques

Colunas & Blogs

Avatar photo
Rui Borges

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

Itaú Unibanco elimina complexidade com gestão inteligente de risco cibernético

Instituição financeira aposta em projetos de gestão de vulnerabilidades em larga escala, garantindo continuidade da operação enquanto implementava uma nova...
Security Report | Destaques

Como o Grupo São Luiz blindou acessos, dados e IA de ponta a ponta

Case apresentado no Security Leaders Recife mostra como uma arquitetura baseada em ZTNA, DLP e CASB passou a acompanhar a...
Security Report | Destaques

“Cibercrime acelerado pela IA tirou a Segurança da inércia”, diz Sumedh Thakar, CEO da Qualys

Em entrevista à Security Report, o executivo Sumedh Thakar explica que a Inteligência Artificial já está ampliando a velocidade dos...
Security Report | Destaques

Da produtividade à governança: a nova fase da IA nos bancos

Executivos da Caixa, Santander, Bradesco, Itaú, BTG Pactual e Nubank discutiram como IA vem transformando produtividade, experiência do cliente, tomada...