Quadro de medalhas dos ataques mais praticados nas Olimpíadas

Levantamento revela que número de ameaças triplicou durante as Olimpíadas; ataques automatizados ficaram em primeiro lugar em lista das ações mais praticadas por cibercriminosos

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A Olimpíada do Rio de Janeiro terminou no domingo e o quadro de medalhas todo mundo já conhece. Mas o que muita gente não sabe é que durante todo o tempo dos Jogos uma maratona cibernética aconteceu. Um levantamento realizado pelo Arcon Labs mostra que a performance dos hackers foi digna dos atletas de ponta. Segundo os especialistas, os cibercriminosos começaram a agir antes, aumentando os ataques de reconhecimento de alvos para que, durante o período dos Jogos, os ataques com intuito de roubos se concretizassem em alvos qualificados.

 

Entre julho e agosto foi registrado um crescimento geral de 196% de ciberataques. Os ataques automatizados tiveram um aumento de 715%, levando a medalha de ouro. As iniciativas mais comuns foram os worms (se multiplicam através de vulnerabilidades de aplicação ou rede e têm como objetivos enviar documentos para fora da empresa, roubar identidades ou até mesmo inundar uma rede) e botnets (redes de computadores zumbis controlados remotamente por um hacker, que as utiliza para enviar spam e iniciar ataques de DoS ou DDoS).

 

A medalha de prata ficou para as investidas DoS e DDoS, com um crescimento de 330%. Como era de se esperar, uma vez que foi o grande vilão na última Copa do Mundo, esses ataques tinham como objetivo tornar indisponíveis grandes servidores, serviços e infraestruturas.

 

Já os ataques WEB ficaram com o bronze com aumento de 231%. As ações se aproveitam de vulnerabilidades em sites para comprometê-lo. Os objetivos eram os mais variados: manchar a imagem da empresa ou instituição, acessar o ambiente de TI e roubar dados confidenciais.

 

O tipo Buffer OverFlow ficou em quarto lugar no ranking, tendo um acréscimo de 91%. Trata-se de um tipo de ataque que busca explorar falhas de softwares, aplicações e sistemas operacionais até resultar em um acesso ilegal.

 

A quinta posição ficaram os malwares com 38%. Mais de 480 mil códigos maliciosos foram disparados com o objetivo de infectar máquinas, interromper sistemas, ganhar acesso não autorizado ou coletar informações sobre o sistema ou usuário sob ataque.

 

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