Principal preocupação dos CEOs no Brasil é a Cibersegurança, alerta pesquisa

Estudo da EY-Parthenon revela também que transações corporativas e inteligência artificial ganham protagonismo nas estratégias empresariais

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As ameaças cibernéticas e a privacidade de dados lideram os riscos empresariais para os próximos 12 meses, apontadas como prioridade por 26% dos CEOs brasileiros na mais recente edição do estudo CEO Outlook, da EY-Parthenon. O tema supera outras preocupações do mercado, como tensões geopolíticas (16%), incertezas regulatórias (14%), gargalos na cadeia de suprimentos (12%), volatilidade econômica (10%) e a escassez de talentos (6%). 

  

Para sustentar o crescimento, as organizações alinham suas decisões estratégicas ao longo prazo, destacando o alinhamento de negócios (18%), a intensidade de capital (14%) e a ampliação de recursos em tecnologia e IA (14%) como principais critérios de decisão. Essa busca por expansão movimenta o mercado corporativo, onde 100% dos executivos pretendem realizar movimentações como joint ventures (52%), fusões e aquisições (50%), desinvestimentos (32%) e alianças estratégicas (24%). 

  

“Os executivos seguem comprometidos com a transformação dos negócios e a confiança em inovação continua em alta, com 76% dos líderes otimistas sobre investimentos em infraestrutura e 72% confiantes em frentes de M&A”, resume Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon. 

  

Otimismo que acompanha o mercado corporativo, já que líderes que planejam realizar M&A preveem aumento do apetite por novos negócios na comparação com 2025, sendo que 64% projetam um crescimento moderado e 36% esperam uma alta expressiva. “Por outro lado, vemos uma postura mais cautelosa quanto às operações existentes, indicando que as lideranças apostam no longo prazo com maior seletividade na alocação de capital e foco claro em geração de valor”, pondera o executivo. 

  

Em vez de cortes drásticos, a resposta das empresas foca no fortalecimento das capacidades internas por meio da capacitação de equipes e uso de tecnologia para produtividade (28%), reforço do balanço patrimonial (24%) e M&As seletivos para gestão de riscos (16%), além da disciplina financeira e controle de custos (12%). 

  

Nesse cenário, a IA se consolida nas agendas de investimento, onde 72% dos executivos pretendem aumentar os aportes na tecnologia, percebendo impactos diretos em operações, atendimento e tomada de decisão (42% cada), seguidos por suprimentos (38%), inovação (26%) e finanças (24%). “A tecnologia segue como a principal aposta dos CEOs para impulsionar a competitividade, com um otimismo que alcança 90% dos executivos em relação às tecnologias emergentes”, destaca Berbert. 

  

Com o avanço da IA, 46% dos líderes apontam que as regras atuais ampliam os requisitos de conformidade e a complexidade operacional, enquanto as prioridades para a gestão de pessoas envolvem contratações para áreas digitais (22%), requalificação de equipes (20%) e a combinação de capacidades humanas e automatizadas (20%). 

  

Apesar dos avanços, a gestão de talentos ainda impõe barreiras ao valor da IA, destacando-se a falta de planos de carreira claros em empresas orientadas por dados (28%), a preservação da cultura empreendedora (26%) e a atração de especialistas (12%).

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