A Dell Technologies apresentou suas Previsões para 2026 na América Latina. A companhia compartilhou as tendências tecnológicas que irão remodelar negócios e indústrias, impulsionadas pela rápida evolução da Inteligência Artificial (IA). Para o próximo ano a pesquisa prevê que a IA acelerará seu ritmo transformador, redesenhando completamente operações, modelos de trabalho e infraestrutura tecnológica das organizações. As principais tendências previstas incluem governança para um ecossistema de IA, gestão de dados e redefinição da resiliência e recuperação de desastres.
“Em 2026, ter IA operando em ambientes reais de produção será um grande diferencial competitivo. Se a IA não estiver melhorando de forma significativa sua receita, lucro ou estrutura de custos, você já está ficando para trás”, destacou John Roese, Global Chief Technology Officer e Chief AI Officer da Dell Technologies.
A pesquisa mostra que embora a adoção da IA tenha crescido rapidamente, a governança não avançou no mesmo ritmo. A indústria colocou em produção modelos, chatbots e agentes sem estruturas de controle sólidas, o que representa um risco para a estabilidade do ecossistema. Para 2026, a demanda por ambientes privados, gerenciados e seguros, incluindo o uso de modelos executados localmente em instalações ou em fábricas de IA controladas, será inegociável.
A Dell faz um chamado para que governos e organizações colaborem na construção de um ecossistema regulado e seguro. A governança, enfatiza a empresa, não tem o objetivo de frear a inovação, mas de possibilitar uma adoção de IA segura, estável e escalável.
Outro ponto levantado no relatório foi a gestão de dados, chamada como a verdadeira coluna vertebral da inovação em IA. A previsão é que o maior avanço em IA virá da capacidade das empresas de gerenciar, enriquecer e ativar seus dados. Para a Dell, em 2026, a gestão e o armazenamento de dados de IA se consolidarão como o coração da inovação, impulsionados por plataformas projetadas para integrar fontes diversas, proteger novos ativos derivados dos dados e oferecer armazenamento de alto desempenho.
Além disso, os pesquisadores acreditam que a IA agêntica evoluirá de assistente útil para orquestradora integral de processos complexos. Em setores como manufatura e logística, esses agentes coordenarão equipes, garantirão a continuidade entre turnos e otimizarão fluxos de trabalho em tempo real. Os agentes funcionarão como o “sistema nervoso” das operações modernas, sustentados por dados corporativos que devem ser adequadamente protegidos e gerenciados.
À medida que a IA se integra às funções mais críticas, a continuidade operacional se torna prioridade. As organizações evoluirão para fábricas de IA, infraestruturas projetadas para garantir que capacidades inteligentes permaneçam ativas mesmo diante de falhas em sistemas primários. O estudo reforça que isso requer proteção de dados vetorizados e outros componentes únicos da IA, bem como colaboração estreita entre fornecedores de tecnologia, governos e parceiros de segurança e proteção de dados.
“Muitas pessoas presumem que uma Fábrica de IA se resume principalmente ao hardware, especialmente porque projetamos alguns dos sistemas mais avançados para lidar com essas tarefas. Mas o verdadeiro desafio está em preparar a estrutura de dados que alimenta a infraestrutura. Os dados devem ser limpos, seguros, protegidos e continuamente atualizados à medida que circulam pela Fábrica de IA”, sinalizou Luis Gonçalves, presidente da Dell Technologies para América Latina.
A IA soberana surge como um pilar estratégico para os países. A previsão aponta que as nações não apenas consumirão tecnologia, mas construirão seus próprios marcos para acelerar a inovação local e garantir autonomia digital. As empresas deverão operar dentro desses limites regionais, aproveitando infraestruturas nacionais que fortaleçam setores como saúde, indústria e serviços públicos. Esse movimento transformará a IA de um conceito global em uma realidade profundamente local, com impacto direto sobre cidadãos e economias.
“Governos de diferentes países da América Latina, como El Salvador, Argentina, Colômbia e Brasil, estão adotando cada vez mais essas tecnologias, reconhecendo a necessidade de compreender, regular e influenciar ativamente o modo como esses sistemas operam”, destacou Gonçalves.