Presidente do Banco Central Europeu é alvo de ataque cibernético

Os cibercriminosos se passaram pela ex-chanceler alemã Angela Merkel para aplicar o golpe na executiva do BCE, Christine Lagarde. Em comunicado, a instituição financeira confirmou a tentativa de incidente e ressaltou que nenhuma informação foi comprometida, além disso, uma investigação está em andamento para apurar o caso

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Cibercriminosos tentaram enganar a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, com o objetivo de abrir uma conta em um aplicativo de mensagens em seu nome, o invasor ainda se passou pela ex-chanceler alemã Angela Merkel para aplicar o golpe.

 

“Podemos confirmar que houve uma tentativa de incidente cibernético recentemente envolvendo a presidente. Foi identificado e interrompido rapidamente. Nenhuma informação foi comprometida. Não temos mais nada a dizer, pois uma investigação está em andamento”, comunica porta-voz da instituição financeira.

 

Segundo informações, uma fonte familiarizada com o assunto relatou à Reuters que os cibercriminosos enviaram uma mensagem a Christine Lagarde pedindo que ela divulgasse um código de autenticação que permitiria abrir uma conta do WhatsApp vinculada ao número de telefone do chefe do BCE. Porém, não houve confirmação oficial sobre esse procedimento.

 

Agência alemã alertou para esquemas de phishing

 

Em carta datada de 4 de julho e que a Reuters teve acesso, a agência de inteligência doméstica da Alemanha e o Escritório Federal de Segurança da Informação alertaram os legisladores alemães sobre o esquema que estava em andamento, mas sem nomear nenhum dos alvos. “Especificamente, os atacantes exploram a relação de confiança existente entre duas figuras políticas de alto escalão”, diz o documento, referindo-se a uma “campanha de engenharia social”.

 

Embora as táticas de phishing não sejam novas, as autoridades alemãs disseram que esse esquema era único, pois usava o disfarce de políticos importantes. “As partes afetadas que passam os dados de autenticação para os invasores perdem o controle sobre a respectiva conta do mensageiro. Os invasores podem usar essa conta, por exemplo, para atacar outras pessoas”, advertiu a carta.

 

*Com informações da Agência Reuters

 

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