Polícia Federal intima Diretor-Geral da Abin a depor sobre caso de Ciberespionagem

As autoridades federais solicitaram um depoimento do diretor Luiz Fernando Corrêa, atual gestor da Agência de Inteligência, para apurar o suposto hackeamento de autoridades paraguaias. Segundo informa o portal G1, Corrêa se disse à disposição das autoridades, mas que as investigações dizem respeito à gestão anterior

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A Polícia Federal emitiu uma intimação contra o Diretor Geral da Agência Brasileira de Informações (Abin), Luiz Fernando Corrêa, para que ele deponha às autoridades no âmbito das investigações sobre ações de ciberespionagem movidas pela instituição. De acordo com apuração publicada pelo G1, a expectativa é que Corrêa seja ouvido ainda na próxima quinta-feira (17).

 

O portal ouviu investigadores envolvidos com o caso, que afirmaram ter como objetivo principal apurar se a atual gestão da Abin tinha conhecimento sobre uma suposta operação para hackear autoridades paraguaias para colher dados privilegiados sobre as negociações para compra do excedente elétrico do Paraguai na Usina de Itaipu pelo Brasil. Além disso, a PF busca saber se Corrêa autorizou a continuidade dessa atividade.

 

Em posicionamento enviado ao G1, o Diretor-Geral da Abin afirmou estar à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos, seja no âmbito administrativo, civil ou criminal, sobre os fatos relatados na imprensa e que remetem a decisões tomadas na gestão anterior da Agência.

 

A ação da polícia vem à esteira dos desdobramentos descobertos com as investigações sobre o uso da Abin para monitorar adversários políticos do governo Bolsonaro. Segundo informou a CNN Brasil à época, depoimentos de servidores da agência apontaram o planejamento de uma ação hacker contra governo paraguaio.

 

No mesmo dia da publicação desses fatos, O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE) publicou uma nota em seu site oficial negando que o Governo Federal tenha qualquer envolvimento com uma suposta operação de hackeamento de autoridades do Paraguai movida pela Abin. De acordo com o Itamaraty, a operação teria sido autorizada no governo anterior, em junho de 2022, mas foi tornada sem efeito em março de 2023, após a transição de governo.

 

“O atual diretor-geral da ABIN, Luiz Fernando Corrêa, encontrava-se, naquele momento, em processo de aprovação de seu nome no Senado Federal, e somente assumiu o cargo em 29 de maio de 2023. O governo reitera seu compromisso com o respeito e o diálogo transparente como elementos fundamentais nas relações diplomáticas com o Paraguai e com todos seus parceiros na região e no mundo”, acrescentou então o comunicado.

 

*Com informações do Portal G1

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