Frente parlamentar defende agência nacional e marco regulatório para SI

Deputados e Senadores lançaram o novo grupo de trabalho legislativo que visa ampliar os trabalhos das Casas em favor de novo marcos de SI para o país, incluindo o estabelecimento de uma agência nacional para o tema e o incentivo de trabalhos conscientizadores de empresas privadas, órgãos públicos e a sociedade civil

Compartilhar:

Deputados federais e Senadores se reuniram hoje (25) no Senado Federal para oficializar o lançamento da Frente Parlamentar de apoio à Cibersegurança e Defesa Cibernética do Brasil. O objetivo do encontro foi estabelecer as lideranças do novo grupo de legisladores e estabelecer objetivos em favor da Segurança da Informação do país, como a criação de uma agência nacional de SI e a aprovação de novas leis sobre o assunto.

 

“Nossos objetivos envolvem, em especial, conscientizar a sociedade em um momento de grande e rápida transição da Cibersegurança, visto como as ameaças à população nacional migrou para o meio digital. Com isso, este grupo suprapartidário buscará defender bandeiras e formar uma estrutura que una ações executivas e legais sobre o tema”, afirmou Esperidião Amin, Senador (PP-SC) e idealizador da Frente.

 

Segundo definem as finalidades da Frente de apoio à Cyber, o grupo pretende debater as demandas envolvendo a Segurança da Informação do país, o que inclui as discussões por uma agência reguladora nacional responsável pela prevenção e coordenação de resposta a ataques e incidentes contra a infraestrutura crítica do Brasil, aliado ao setor privado e à academia.

 

Além disso, o grupo de trabalho se propõe a trabalhar com a sociedade civil e com a Indústria de Cibersegurança para propor medidas legislativas de construção de um marco legal sobre Segurança de dados e maturidade. A Frente também deve estimular parcerias de desenvolvimento tecnológico e ampliar fontes de recursos e financiamentos, de modo a elevar o país aos patamares de maturidade dos outros países do G20.

 

“Criar uma frente suprapartidária é essencial para estabelecer a SI como um tema de Estado para o país, que se baseie em discussões institucionais. Por meio dessa aliança, teremos maior celeridade aos projetos legais e executivos, algo necessário para navegar em um ambiente naturalmente volátil quanto o do Ciberespaço. A relação entre Executivo e Legislativo será facilitada por meio dessa frente de trabalho”, acrescenta o General Ivan de Sousa Filho, Secretário Executivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

 

A cerimônia de estabelecimento da Frente Parlamentar também assinalou como demandas essenciais a implementação de um programa nacional de conscientização de Cibersegurança voltado a empresas e cidadãos, integrando o tema aos currículos educacionais básicos e superiores, além do incentivo à formação de recursos humanos para o setor de SI, com preparação técnica e estratégica de profissionais.

 

“O custo da Inação é alto demais para todos: para o país, para as empresas e para a confiança necessária para as atividades digitais. Precisamos deixar uma lógica reativa para uma colaborativa, unindo sociedade civil, empresas, academia e poder público com o objetivo de elevar a maturidade cibernética do Brasil e dos brasileiros”, conclui o Membro do Comitê Nacional de Cibersegurança, Rony Vainsof.

 

Frentes parlamentares são associações suprapartidárias de deputados e senadores que visam promover, em parceria com a sociedade civil, a discussão direcionada de determinado tema nos ambientes legislativos. Dessa forma, os legisladores buscam formar estruturas de apoio para leis e emendas que envolvam o tópico estabelecido.

 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

Articulação global é crítica para transformar proteção de dados, defende Observatório Iberoamericano

Em um mundo onde as informações dos indivíduos não estão mais restritas às fronteiras nacionais, construir cooperação com nações vizinhas...
Security Report | Destaques

Cyber na era dos agentes: como o setor se transforma com a IA autônoma?

Debate no Security Leaders Brasília aborda a transição da automação simples para sistemas autônomos, o futuro do Nível 1 de...
Security Report | Destaques

Ecossistemas em risco ampliam necessidade de proteger supply chain

Líderes de Segurança do setor financeiro discutiram as novas ameaças abertas na cadeia de fornecimento, em especial vulnerabilidades não monitoradas,...
Security Report | Destaques

Por dentro da gestão de risco: Executivos apontam ações para ampliar maturidade Cyber

Líderes de Segurança gaúchos reforçam que a melhor estratégia para gerenciar riscos digitais envolve uma boa maturidade cibernética, construída a...