A Check Point Research divulgou seu Ranking de Phishing de Marcas do primeiro trimestre de 2026, revelando que a Microsoft permanece como a marca mais imitada, presente em 22% das tentativas globais. O relatório confirma a exploração sistemática de plataformas corporativas e de nuvem para capturar credenciais e obter acesso inicial a ambientes empresariais.
Apple (11%), Google (9%) e Amazon (7%) completam o topo da lista, seguidas pelo LinkedIn (6%), que reflete o foco crescente em identidades profissionais. Juntas, as quatro marcas líderes somam quase 50% de todos os ataques do período, evidenciando como o cibercrime concentra esforços em plataformas globais de alta confiança.
O setor de Tecnologia lidera as explorações, seguido por Redes Sociais e o segmento Bancário. Segundo Omer Dembinsky, gerente de pesquisa da CPR, os ataques evoluem em sofisticação: “O phishing usa marcas confiáveis e manipulação sutil de domínios para criar interfaces realistas, o acesso a identidades e serviços em nuvem tornou-se crítico para os atacantes”.
Dembinsky reforça que enfrentar essa ameaça exige prevenção baseada em inteligência de ameaças orientada por IA e proteção proativa em e-mails e ferramentas de colaboração. A predominância de gigantes da tecnologia no ranking evidencia que credenciais de produtividade e redes profissionais são ativos de altíssimo valor no mercado ilegal.
Entre as campanhas detectadas, destacam-se sites que imitam a autenticação da Microsoft via subdomínios enganosos e lojas falsas do PlayStation que solicitam transferências bancárias. No WhatsApp, golpistas usam QR Codes falsos para sequestro de contas, enquanto sites que simulam o Adobe Acrobat são utilizados para distribuir cavalos de troia de acesso remoto.
O phishing de marca cresce ao explorar a confiança do usuário em interfaces e fluxos de autenticação familiares. Com a adoção massiva da nuvem, uma única conta comprometida pode expor dados financeiros e redes corporativas inteiras, consolidando este como um dos principais vetores de acesso inicial para ataques cibernéticos em escala.
Top 10 marcas mais imitadas (1º Trimestre de 2026):
- Microsoft – 22%
- Apple – 11%
- Google – 9%
- Amazon – 7%
- LinkedIn – 6%
- Dropbox – 2%
- Facebook – 2%
- WhatsApp – 1%
- Tesla – 1%
- YouTube – 1%