“Organizações investem em programas errados”

Para John McGlinchey, VP da CompTIA, empresas insistem em direcionar profissionais de Segurança para treinamentos de produtos específicos e não em programas que desenvolvam habilidades; na visão do executivo, “quem tem talento trabalha com equipamento de qualquer fabricante”

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No início do ano, a Level 3 publicou um estudo que colocou em xeque a maturidade da Segurança da Informação brasileira. Feita em parceria com a IDC, a pesquisa revelou que mais de 60% das organizações analisadas acreditam ter poucos profissionais qualificados para lidar com os atuais problemas de Segurança Cibernética. O problema, segundo John McGlinchey, VP da CompTIA, é que provavelmente as organizações estejam investindo erroneamente nas qualificações de seus funcionários.

 

“Muitas empresas desperdiçam investimentos enviando pessoas ao treinamento errado”. McGlinchey explica que os profissionais precisam de treinamentos para desenvolver habilidades como um todo e não em um determinado tipo de produto. “Talento permite aos profissionais trabalhar com equipamentos de qualquer fabricante”, esclarece.

 

A escassez da mão de obra qualificada em SI é constantemente citada como um dos principais desafios do mercado tecnológico atualmente.  A CompTIA fala sobre essa demanda desde 2010 e publica relatórios anuais sobre a falta de profissionais qualificados de TI. A ASSESPRO publicou seu estudo em 2010. Outras pesquisas de diferentes fontes têm falado sobre isso há mais de 10 anos.

 

Em 2016, por exemplo, a Robert Half ouviu 100 CIOs regionais e 93% disseram que enfrentarão sérios problemas de Segurança nos próximos cinco anos devido à falta de colaboradores especializados.

 

O problema tende a se agravar à medida que a IoT avança, assim como o aumento das capacidades de smartphones e outras megatendências. Com isso, a demanda de especialistas em Segurança crescerá exponencialmente.

 

Segundo McGlinchey, não há planos unificados por governos ou indústrias para resolver o problema da falta de mão de obra. “Além disso, os jovens não estão interessados ​​em TI e os sistemas educacionais não desenvolvem programas para atender o que a indústria precisa”, finaliza.

 

 

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