Migrar para ambientes híbridos aumentou as ameaças de Cibersegurança

Esse é o entendimento de 90% dos profissionais de TI no Brasil, segundo pesquisa da AppDynamics. Esse cenário tem levado companhias a adotar melhores processos de obsrvabilidade em suas infraestruturas

Compartilhar:

Atualmente, um dos desafios mais urgentes enfrentados pelas empresas reside em encontrar maneiras de acelerar sua inovação, ao mesmo tempo em que monitoram cuidadosamente sua segurança.

A pesquisa mais recente da AppDynamics, empresa do grupo Cisco, realizada em diversos países, incluindo o Brasil, mostrou que para 90% dos profissionais de TI brasileiros, a transição para ambientes híbridos resultou em um aumento de ataques e em maior vulnerabilidade a ameaças de cibersegurança.

“Nos últimos anos, vimo organizações intensificaram seus programas de transformação digital para atender às demandas de clientes e facilitar o trabalho híbrido. Isso resultou no rápido desenvolvimento de novos aplicações e serviços digitais que os profissionais de TI agora estão tendo que gerenciar em propriedades híbridas cada vez mais fragmentadas e complexas”, explica João de Valentin, Diretor da AppDynamics para a América Latina.

Nesse cenário, um número crescente de organizações está reconhecendo a necessidade de ir além das ferramentas de monitoramento tradicionais e adotar a observabilidade como uma forma de reduzir a complexidade de seus ambientes híbridos e garantir que as aplicações operem com desempenho e segurança máximas em todos os momentos.

Tecnologias nativas da nuvem e a explosão de dados

Tecnologias nativas de nuvem geram altos volumes de micro serviços, contêineres, eventos, logs e rastreamentos (MELT), e muitas equipes de TI não conseguem lidar com essa explosão de dados. A pesquisa mostrou que 58% dos profissionais de TI afirmam que o aumento do volume de dados de ambientes multinuvem e híbridos está impossibilitando o monitoramento manual.

Para ter esse monitoramento, as equipes de TI precisam de visibilidade em todo o nível das aplicações, incluindo os serviços digitais de suporte. E menos de um quarto dos profissionais de TI relatam ter esse nível de visibilidade implantado. No Brasil, o número é de apenas 32%.

Organizações buscam observabilidade

Os profissionais de TI do Brasil e do mundo estão cientes das limitações de seus métodos de monitoramento atuais e da necessidade de adotar novas abordagens – 96% dos brasileiros acreditam que sua organização precisa mudar de uma abordagem de monitoramento para uma solução de observabilidade. 54% afirmam que sua organização já está analisando soluções de observabilidade e 42% pretendem mudar nos próximos 12 meses.

A observabilidade capacita equipes de TI a gerenciar de forma proativa ambientes híbridos, integrando segurança desde o início e unificando fontes de dados. Isso permite uma visão mais detalhada e rápida resolução de problemas.

No entanto, a observabilidade sozinha não é suficiente para impulsionar a inovação sustentável. Os líderes de TI devem recrutar e desenvolver habilidades adequadas, promover colaboração entre equipes e trabalhar com parceiros estratégicos.


Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

22 segundos é a nova velocidade do ataque cibernético, segundo relatório

A Redbelt Security apresentou o dado na 5ª edição do EXPAND, que ainda ressaltou o vetor de entrada mais comum...
Security Report | Overview

Roubo de contas no Instagram expõe riscos de autonomia da IA?

Possível invasão de contas do Instagram por meio de chatbot de suporte com IA reforça riscos de delegação excessiva de...
Security Report | Overview

Técnica dos anos 60 é reutilizada para criar QR codes maliciosos, alerta pesquisa

Kaspersky identifica técnica que recria QR Codes usando apenas letras e símbolos de teclado, burlando proteções tradicionais que só buscam...
Security Report | Overview

Threat Intel detecta aumento de ataques direcionados à Copa do Mundo FIFA 2026

Setores financeiro, de transporte, hotelaria e apostas online estão entre os principais alvos dos cibercriminosos, aponta estudo da companhia