Kaspersky rebate alerta sobre ser uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos

A Comissão Federal de Comunicações listou a companhia como uma ameaça à segurança dos norte-americanos. Em nota, a empresa afirmou que a decisão não está baseada em qualquer avaliação técnica de seus produtos, mas sim no âmbito político

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A FCC (Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos) adicionou na última sexta-feira (25) a Kaspersky em sua lista de equipamentos de comunicação e provedores de serviços considerados como uma ameaça aos cidadãos norte-americanos. No ano passado, a Comissão designou outras cinco empresas chinesas, incluindo Huawei Technologies e ZTE Corp. A Kaspersky é a primeira empresa russa listada como uma ameaça para a segurança nacional, na qual não poderá receber qualquer tipo de financiamento do FCC.

 

Brendan Carr, Comissário da FCC, comenta que as novas designações “ajudarão a proteger nossas redes de ameaças representadas por entidades apoiadas pelo Estado chinês e russo que buscam se envolver em espionagem e prejudicar os interesses dos Estados Unidos”.

 

Ao nomear a Kaspersky, o anúncio da FCC não citou a invasão da Ucrânia pela Rússia ou alertas recentes do presidente Joe Biden sobre potenciais ataques cibernéticos vindos da Rússia em resposta às sanções dos EUA e ao apoio à Ucrânia.

 

Em comunicado enviado para a redação da Security Report, a Kaspersky comenta que está desapontada com a decisão da FCC de proibir o uso dos subsídios federais para o segmento de telecomunicações em possíveis compras de produtos ou serviços da companhia. Em nota, a empresa ressaltou que a decisão não está baseada em qualquer avaliação técnica dos produtos Kaspersky, mas que foi feita no âmbito político. A companhia afirma ainda que não existem evidências para justificar tais ações.

 

A Security Report disponibiliza o posicionamento da Kaspersky na íntegra:

 

“A Kaspersky está desapontada com a decisão da Comissão Federal de Comunicações (FCC) de proibir o uso dos subsídios federais para o segmento de telecomunicações em possíveis compras de produtos ou serviços da Kaspersky. Esta decisão não está baseada em qualquer avaliação técnica dos produtos Kaspersky – critério que a empresa defende continuamente – mas foi feita no âmbito político.

 

A Kaspersky reafirma que a decisão do governo dos EUA em 2017 de proibir entidades e contratantes federais de usar os produtos da Kaspersky é inconstitucional, baseado em alegações infundadas e sem qualquer evidência pública que comprove a suposta irregularidade da empresa.

 

Como não existem evidências para justificar as ações de 2017 e o anúncio do FCC refere-se especificamente à determinação do Departamento de Segurança Doméstica de 2017 para sustentar a recente decisão, a Kaspersky acredita que a extensão da proibição a entidades que recebem os subsídios de telecomunicações da FCC é igualmente infundada e uma reação ao contexto político – em vez de ser realizada uma avaliação da integridade dos produtos e serviços da Kaspersky.

 

A Kaspersky reassegura aos parceiros e clientes a qualidade e integridade de seus produtos, e continua à disposição para cooperar com as agências governamentais dos EUA no esclarecimento às preocupações da FCC e de qualquer outra agência reguladora.

 

A Kaspersky oferece produtos e serviços líderes de mercado a clientes ao redor do mundo para protegê-los de todos os tipos de ciberameaças e já deixou claro que não tem laços com nenhum governo, incluindo a Rússia. A empresa acredita que a transparência e a implementação contínua de medidas para demonstrar seu compromisso de longo prazo com a integridade e a confiança para com seus clientes são primordiais.”

 

*Com informações da Agência Reuters 

 

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