A segurança de dados consolidou-se como o principal obstáculo para a adoção da Inteligência Artificial. De acordo com o Relatório Global sobre o Estado da Infraestrutura de Dados 2025, da Hitachi Vantara, 56% dos líderes identificam a segurança como o maior desafio na implementação da tecnologia, um salto de 19% em relação ao ano anterior.
O estudo, que ouviu mais de 1.200 executivos de grandes organizações, revela que os investimentos em IA crescerão aceleradamente nos próximos dois anos. Contudo, esse movimento é acompanhado por um aumento nas preocupações com violações internas (que subiram de 31% para 41%), ataques externos (41% para 43%) e conformidade regulatória (31% para 37%).
O levantamento aponta ainda uma queda na percepção de sucesso: o desempenho positivo da IA generativa recuou de 95% para 81%. Como resposta, as empresas estão priorizando a governança. A adoção de frameworks de controle subiu de 32% para 45%, enquanto auditorias regulares de desempenho avançaram para 44%. Por outro lado, a confiança dos funcionários no uso seguro da IA caiu de 77% para 65%.
“A IA está elevando o nível de exigência sobre como as organizações governam e gerenciam seus dados”, afirma Octavian Tanase, Chief Product Officer da Hitachi Vantara. “À medida que a IA se torna parte central das operações, os líderes percebem que governança, visibilidade e controle são tão importantes quanto o desempenho. As empresas que otimizaram sua infraestrutura avançam com confiança, enquanto a complexidade amplia a distância para as demais”.
Já na América Latina, o desafio é acentuado pelo processo acelerado de digitalização sobre sistemas legados, o que pode criar bases frágeis para a IA. Pedro Diógenes, Gerente Sênior da Hitachi Vantara no Brasil, destaca que arquiteturas convencionais já não suportam operações críticas.
“Na América Latina, muitas empresas tentam avançar sem resolver questões fundamentais de infraestrutura”, comenta Diógenes. “Infraestruturas High End tornam-se essenciais para garantir escala e segurança. Sem uma base robusta preparada para cargas intensivas, os projetos tendem a ampliar custos e riscos, em vez de gerar valor real para o negócio”.
Para Sheila Rohra, CEO da Hitachi Vantara, o estudo reforça que, sem resiliência e automação, a IA acaba por evidenciar ineficiências pré-existentes.
“Este estudo deixa claro que a IA só funciona quando os dados por trás dela são confiáveis, bem governados e resilientes. Nosso papel é ajudar as organizações a simplificarem a gestão de seus ambientes e construir estratégias capazes de sustentar o crescimento no longo prazo”, conclui Rohra.