Indra desenvolve projeto de ensino em cibersegurança

Parceria com universidade de Madri, na Espanha, deve agregar mais inteligência à plataforma Minsait Cyber Range, usando exercícios com grau de realidade ainda maior do que o atual

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A Minsait, unidade de transformação digital da Indra, trabalha em parceria com a Universidade Carlos III de Madri para desenvolver um projeto inovador: oferecer ensino personalizado em cibersegurança. O projeto tem como base a plataforma Minsait Cyber Range, testada por mais de mil profissionais das Forças Armadas, Batalhões e Forças de Segurança, órgãos oficiais, universidades e empresas de 50 países.

 

Na prática, os principais diferenciais a serem incorporados nessa ferramenta consistem em agregar maior inteligência para que ela seja capaz de analisar de forma totalmente autônoma e em tempo real as habilidades e o conhecimento de cada aluno.

 

Para isso, serão incluídos conteúdos atualizados e adaptados, para que possam ser trabalhados sem necessidade de intervenção de um instrutor. Além disso, serão incluídos exercícios com um grau de realidade ainda maior do que o atual e no e dispositivos para avaliar o rendimento dos estudantes a partir de um monitoramento em tempo real com máxima precisão. O sistema deve, ainda, oferecer “ajuda” de forma proativa quando considerar que há necessidade – sem esperar por um pedido dos alunos. Por fim, deverá compor o mix de exercícios com base no conhecimento prévio e nas necessidades concretas de cada profissional.

 

Com essas adaptações, a plataforma Minsait Cyber Range será capaz de oferecer formação massiva, prática, personalizada e ajustada às necessidades concretas de cada organização ou empresa. Também será uma das primeiras soluções adaptadas à base NICE, elaborada pelo Instituto Nacional de Normas e Tecnologia dos Estados Unidos (US NIST) e que cataloga as diferentes funções de trabalho de cibersegurança, definindo categorias e áreas de especialização e identificando para cada uma delas os conhecimentos, habilidades e competências necessárias.

 

O principal intuito da empresa é responder ao desafio de preparar especialistas de forma rápida e eficaz que possam se proteger de ciberataques cada vez mais frequentes e sofisticados. Para se ter uma ideia da carência desse tipo de formação, no próximo ano, estima-se que cerca de dois milhões de postos ficarão vagos neste setor em todo o mundo, conforme informação da Systems Audit and Control Association (ISACA).

 

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Rui Borges

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