Google e Microsoft são alvos de páginas falsas para minerar criptomoedas

O objetivo da ação é ganhar a confiança das vítimas e ampliar as chances de sucesso no roubo de credenciais de acesso em sites de transações de criptomoedas

Compartilhar:

O Netskope Threat Labs identificou que ao longo de 2022 os hackers aumentaram a sofisticação em técnicas de SEO para impulsionar o alcance de sites maliciosos em mecanismos de busca e em hospedagem de páginas falsas no Google Sites e Azure Web App. O objetivo da ação é ganhar a confiança das vítimas e ampliar as chances de sucesso no roubo de credenciais de acesso em sites de transações de criptomoedas. 

 

Nesta campanha, os alvos foram Coinbase, Kraken, Gemini e Metamask – listadas no topo do ranking da Forbes entre melhores corretoras de criptomoedas do mundo. A técnica consiste em criar páginas cuidadosamente elaboradas, incluindo até mesmo seções de FAQ, e investir em perfis falsos para interagir em comentários em sites e blogs com os links maliciosos.

 

Dessa forma, impulsionam o alcance desses sites de phishing, fazendo com que apareçam como primeira opção em mecanismos de buscas quando a vítima tentar localizar a página verdadeira – mais um drible estratégico, agora com a sofisticação do SEO, ou seja, com as palavras chaves mais buscadas para aquelas páginas.

 

No próximo passo dessa campanha, a vítima é direcionada para sites que exigem diferentes opções para prosseguir com a ação, como o clássico login e senha. No caso da Gemini, ao tentar o login a vítima é direcionada a uma página de autenticação de múltiplos fatores (MFA) e depois a um chat com um usuário que solicita confirmação de informações. Já nos registros com a Metamask, foi identificada também a opção de importar uma carteira de criptomoeda, que exigirá a recuperação da “palavra secreta” de segurança. Todas as opções direcionam para páginas maliciosas que concluirão o roubo com sucesso.

 

A recomendação para não se tornar mais uma vítima deste cibercrime crescente é, em primeiro lugar, digitar diretamente no navegador a URL do site que será acessado e nunca inserir as credenciais após clicar em um link. Para as empresas, os especialistas recomendam o uso de secure web gateway (SWG), capaz de detectar e bloquear phishing em tempo real.

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

64% das violações com IA no Brasil envolvem dados sensíveis de clientes e empresas

Apesar do avanço no uso de soluções de IA generativa gerenciadas pelas organizações, que subiu de 29% para 70%, 52%...
Security Report | Overview

Estudo detecta nova brecha que expõe sistemas Linux a risco de invasão ampla

Falha crítica permite que usuários comuns obtenham acesso de administrador; exploit público já circula e afeta distribuições populares
Security Report | Overview

Cibersegurança é prioridade estratégica nas empresas brasileiras, aponta Datafolha

Pesquisa encomendada pela Mastercard revela salto na maturidade corporativa: 75% das empresas já possuem área dedicada à cibersegurança e 53%...
Security Report | Overview

Novo CISO: de “técnico da informática” à peça-chave no Conselho das empresas

Risco cibernético passa a ser tratado como risco de negócio e transforma o executivo de segurança em peça-chave da governança...